sexta-feira, 30 de maio de 2014

Em Série


Uma certeza: as palavras não são de confiança.

Aqueles dias em que uma personagem desconhecida em uma série desconhecida chorando por um motivo não identificável me faz chorar junto.

Quando está tudo bagunçado, recomendo ligações locais. Um bom ddd nunca deixa na mão.

Uma das coisas que realmente gosto em Lisboa é a cor. A gente sobe o Panteão, um dos miradouros, o Castelo e olha em volta: cores. Casas amarelas, azuis, vermelhas. E os azulejos, esse amor a parte. Casas com azulejos, paro na rua pra fazer afago.

Estendo a mão e afago a pele só pra saber que ainda não somos memória.

Aprendi um tanto com os contos de fadas. Vou deixando marcas no caminho do bem querer pra não me perder. Meio João. Sabe aquele? Da Maria? Só não tenho certeza se dessa vez levo pedrinhas ou pão.

De quem você gosta se sabe tão pouco de mim?

Assistindo Dowton Abbey:
- Vou entender isso como um elogio.
- Você entende tudo como elogio.
#identificações

Vou sentir saudade. Quando? Hoje. No fim de semana. Em 2016. O resto da vida. Eu penso. Eu quase acredito em mim. Eu quase digo. Mas. Toda uma vida de silêncios sinceros.

De que cor são os olhos? Morno.

Tenho essa dificuldade de saber o como. Como eu sou, como você é, como as pessoas são. Como mudaram. Não estou falando do ser intangível e algo essencial. É da pragmática aparência: se emagreceram, se cortaram o cabelo, se há ruga ou uma nova cicatriz qualquer.

Tem aquele instante, quase sono, nenhuma palavra, só os corpos se fazendo encaixe e tua mão no meu cabelo. Nesse instante que a seguir já não é, apenas nele, eu me permito acreditar que é possível. O quê? Não sei, já estamos a dormir. 


Um comentário:

Rita disse...

Gosto tanto daqui. Pra sempre.

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