quinta-feira, 27 de março de 2014

Garrafinhas da Lu



Clandestino. Adoro esse nome. Me lembra viagens, perigos, lugares desconhecidos. Mar. Amar. Ontem fomos a um chinês clandestino. Fartei-me de comida e suspiros.
De vez em quando eu vejo status no FB de pessoas condenando (condenando é uma palavra forte? questionando, avaliando, fazendo considerações sobre) as demais pessoas que, segundo elas, passam tempo demais no FB. Ou que postam fotos demais, de viagem, de comida, de bobices que não interessam a mais ninguém a não ser à pessoa que posta. E eu rio porque, né, essa pessoa sou eu. Meu FB fica funcionando até quando eu não estou - mas eu estou quase sempre. Aqui, do lado de cá do mar, é quase uma âncora. Permite que eu fique. Que eu seja. Que eu permaneça com. Porque eu gosto de gente. Muito. Mas é fácil demais ficar só. Um livro, filmes, comida, música, séries na tv.  E eu tenho um pouco de medo de ser tão fácil. Daí eu lanço minhas garrafinhas. Cada email que me enviam, cada curtida ou comentário no FB, cada pequena conversa no skype são um laço que impedem a deriva. Não sei se há balança ou fita métrica pra definir o quão longe eu poderia ir. E se saberia voltar, aliás. 

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