segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Dá Uma Tese

Eu quero é ser largamente eu mesma.



Eu já pensei em você com melhores termos.

Das coisas que me entediam: rede de arrasto.

Das coisas que me encantam: delicadezas.

Aquele peito e já estava de bom tamanho.

Escrever tudo que passa na cabeça, na hora que passa na cabeça não está fazendo bem pra minha autoimagem.


Quase um mês aqui no Sudeste. Me sentindo, um pouco, como aquelas pessoas que vinham (ainda vem, acho) pra SP pra “fazer a vida”. Que, no meu caso, tinha prazo de validade, data de vencimento: amanhã. Amanhã pego aviãozinho e vou brincar de ser feliz fazendo piscininha na areia e pegando sol na moleira - mas com brisa...

Foram dias bons aqui na terra da garoa (sem garoa nos dias) – e como não seriam estando na casa da Babi e do moço que já vem com selo de Amigo no sobrenome? Como não seriam se entre lá e agora estiveram o lançamento do livro no Canto Madalena, a viagem pro Rio, o lançamento (também) na Livraria Folha Seca, o tour do BiscateSC, o encontro com tanta gente querida que não vou nem tentar listar...Como não seriam em uma cidade onde se almoça um peruano e se janta um grego? Foram dias bons. E, também, difíceis. Fui me sentindo murchar a cada da que eu não fazia o que eu tinha pra fazer. A cada dia em que eu não estava na fábrica, eu me sentia mais fuen, fuen e nem conseguia marcar os risos, abraços e bares pretendidos. Eu tinha uma tese que se desmanchava no ar antes mesmo de ser sólida. Doía. 

Até que deu certo. Não da forma certinha, linear e organizada que eu estava desejando mas da forma atropelada, instigante e imprevisível que a vida tem de nos lembrar quem é que manda. E aí, o campo. Eu adoro a fase de campo. Adoro não saber se o roteiro está redondinho, adoro estar com as pessoas, adoro o momento dúvida, adoro a aprendizagem pêibufo. Foi cansativo, andei feito retirante, peguei metrô feito sardinha, comi tarde, dormi cedo, acordei mais cedo ainda. E foi bom, bom, bom.

Eu não sei como a tese vai ficar. Sequer sei pra onde ela vai. Mas, olha, nesse momento não é importante. Estou feliz. Feliz. Feliz. Ganhei café, blusa, suco e vários: eu nunca tinha pensado nisso antes. Quando um momento de entrevista se torna, também, reflexão pra entrevistador e entrevistado, ah, como é bom (beijo, Horkheimer, seu lindo). 


2 comentários:

Renata Lins disse...

Como é gostoso ler esse post e já saber a história toda...
:-)
a vida é que manda, cê sabe. Vida leva eu.
Beijo beijo.

Adriana disse...

Ah, essa nada fácil vida pra quem gosta de planejar e ter o gostinho do controle...

Acho que é minha maior dificuldade e meu aprendizado diário. Deixar a vida me levar, como disse a Rê. Me dá uma esperança gigante vendo você assim, feliz, feliz, feliz. =)

Beijos

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