sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Vem Cá, Luiza #04

Quem andava sumida era a Luiza. Depois de aparecer no Borboletas com seu Desassossego/Flerte, de demonstrar sua Urgência, de tratar do Fogo, passou um tempo sem nos contar nada. Mas volta, agora, com novidades. E um abraço.



Finalmente, o abraço, por Luíza

Infelizmente a vida não segue no mesmo ritmo das páginas de um livro, e não podemos acelerar ou fazer parar o tempo quando dá na telha. Como não temos o controle do fio condutor da história, não determinamos os fatos nem suas circunstâncias, mesmo que a magia esteja lá. Sabemos que está. Desde o último relato minha vida virou de cabeça pra baixo. A dele também, um pouco menos, mas virou. Estamos cada um de nós em relacionamentos com outras pessoas. Não contei nada e estive ausente daqui porque a expectativa era com o encontro real, de mãos e abraços, com aquele moço dos outros posts. Não aconteceu em 2012, e quase não aconteceu em 2013 também.

Durante esse tempo nossa correspondência e trocas diminuíram muito, mas posso dizer que qualificou. Passamos a aproveitar cada oportunidade em que percebíamos o outro ali, disponível, suscetível. E teve ousadias... Post erótico indicado – como quem diz ‘é assim que me sinto, é assim que molho, amoleço, enrijeço, vibro por você’ –, indicado em resposta a um texto publicado naquele dia que, por coincidência, escrevi pensando nele. O poema falava da urgência do desejo, tratado como 'desespero'. E teve cartinha dele no correio físico, e desde então fiquei de responder da mesma forma. Mas, ainda não. Faltava ter o que escrever... Ousar ousar mais, e incentivo para tal... Confesso que andei desanimada.

Faltei a dois encontros na cidade dele, eram coletivos, com amigos em comum. Ele foi, claro, e não posso deixar de pensar que eu era o motivo principal de sua presença. Me disseram que esteve atento sempre que meu nome era pronunciado, como se pudesse me apreender na descrição de outras pessoas. Ele veio três vezes na cidade onde moro agora. Faltei aos dois primeiros encontros. Ausência justificada. Era com família, gato, cachorro, papagaio, e seria complicado termos ao menos uma troca de olhares ou de concentrar um minuto no meio do abraço.

Finaleira de 2013 e veio a terceira possibilidade de encontrá-lo no meu quintal. E decidi ir, não importando as circunstâncias. Do lado de lá mini-férias-revival-lua-de-mel com a outra moça, do lado de cá só eu, do jeito que era possível sem que me atrapalhasse. E foi estranho e familiar como eu achei que seria. Abraço quente. Ele achou também. Um instante a sós, um olhar mais direto dele, uma fuga minha... Seguiu um papinho mais ou menos, e acabaria assim. Na despedida ele me deu um beijo do lado da boca. Sei que foi proposital. Foi, né? E já que ele ousou (ousou?), dei um apertão nele no meio do abraço. E saí rindo como se tivesse feito um gol por entre as pernas da zaga adversária... Não é essa a situação, eu sei. Não é futebol e nem tem disputa, mas o gol...

Fiquei esperando um retorno dele para ter mais certeza do que e sobre o que exatamente estou falando. Não teve, ainda. Assim como ainda não foi "O" abraço, mas nos veremos de novo em fevereiro. Fiz questão de dizer que faltou podermos sentar pra beber sem hora pra ir embora e tals... Ele concordou. Destino, faça sua parte! Meu desejo não suporta mais adiamentos. Preciso ter meu corpo medido pelas mãos dele e medi-lo com as minhas, esbarrar meu joelho no dele... Preciso! Era isso que queria dizer. Só isso.


Quem sabe em fevereiro eu diga, ali, como se deve, ao pé do ouvido. Fervereiro?!? Quem sabe... Só eu sinto ares de clandestinidade?

Um comentário:

Lunna Guedes disse...

Pronto, agora vou ficar aqui suspirando anatomias alheias. Só você mesma pra fazer isso comigo.

bacio

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