domingo, 19 de janeiro de 2014

Indo

Eu quase sei. Quase sei as gargalhadas, os abraços, o atropelo. Quase sei a comida quente, a bebida fria, o aglomerado na sala, os papéis no chão. Quase sei as malas abertas, as pequenas lembranças feito grandes presentes, as conversas inacabadas. Quase sei o amor.

E, amanhã, volto a pagar excesso de peso na mala da saudade.

Um amor em cada porto, imagine se eu fosse marinheiro.

Eu gosto de viajar de avião. Gosto de tudo do processo, acho, incluindo o despacho de malas, a espera no aeroporto e a comida com gosto de papel. Gosto de estar lá e de todas as coisas que me lembram isso. Voando. Indo. Em movimento. E quando atravesso o oceano, seja de lá pra cá ou daqui pra lá, é sempre como se meu corpo ficasse oco pra caber, a seguir, muito mais belezas.

E amanhã: colo.

Pra depois: ansiedade. As entrevistas me mantém com a corda no pescoço, uma espada sobre a cabeça e todas as outras nada suaves comparações ou metáforas para angústia e suspense.

Mas, antes, tem festa, alegria, celebração. Tem lançamento do livro Contos do Poente, no Café e Cachaçaria Kukukaya, dia 30 de janeiro, a partir das 19hs. Quem é que vai?



2 comentários:

Tatiana Kielberman disse...

Ler você é suavizar a alma em tons de acalento e poesia.

Sempre lindo!

Beijos, querida!

Palavras Vagabundas disse...

So tó na espera!
Sucesso.
bjs
Jussara

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