sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Viver sem Medo

Um telefonema no meio do tempo pra lembrar o amor. É assim que eu sei: viver sem medo.

Não temo as partidas, já fui porto, navio, viagem, marinheiro.  E oceano.

Diz o Vinícius: o amor só é bom se doer. E minha amiga contesta: quer o leve e a calmaria. E eu, que sou do fácil e do bom, por puro hábito, me inclino pro poetinha: o amor dói. Não em sofrimentos, abandonos e inseguranças. O amor dói, como viver dói. De tanta beleza que explode no peito. Dessa fome sempre renovada. Desse desassossego frente a tempos e geografias. Dói o amor porque não cabe em mim, no Outro, entre. E penso que a calmaria tem mais intensa e discreta dor que a tempestade: não em arroubos, mas a constância de permanecer depois que tudo for, o amor, você, eu.


Eu sou arisca. Eu dou, eu digo, eu entrego. Mas o mas está sempre rondando. Enquanto são dois pra lá, dois pra cá, eu danço. Mas tenho atenção ao ritmo. E nunca desgostei das cadeirinhas de descanso. Essa sou eu, saindo da pista, indo buscar uma bebida.

No filme: sempre teremos Paris. Na vida: sempre terei Vinícius. E o mar. 

 XXXX

E tem o meu livro pra você comprar. É um livro de quê? É um livro de poentes. Aquela hora em que a luz se transmuda em quase matéria, em que as dores e as belezas podem ser tocadas, em que os olhos embaçam e a gente espia com a alma. Pra saber mais, vocês vão ter que ler. Leiam, leiam. Clica na imagem, vai na nossa página no FB e fica sabendo dos detalhes...


2 comentários:

Izabela Cosenza disse...

que bonito o amor em você luciana.

beijo

iza =)

Maycon disse...

eu já não sou tão assim, já fui. agora to meio que me preservando um pouco. faz parte. estratégia necessária por enquanto.

te amo, lu.
beijos

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