segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Com Emoção #SevenDaysOfQueen

ALERTA: Esse post deveria ter sido escrito pela Luci. Ia ser divertido.


Quando você visitar umas praias no Ceará (e se você gosta de lindezas e tolera o calor – não precisa nem gostar dele – eu recomendo que visite sim) pode querer passear de buggy pelas dunas... aí o condutor  vai te perguntar se é “com emoção” ou “sem emoção”. É dessas coisas de levar pra vida, sabe.

Pois bem, aproveitei uma coisa e outro, fui visitar uns amigos amados no miolo da Inglaterra e, tchanrã, a volta foi com emoção - ainda vou contar das alegrias e belezas, mas hoje vamos seguir o empolgante percurso antes do desfecho “e foram felizes para sempre”:

O plano era simples, eu e amiga acordarmos cedo, pegarmos um trem que demora uns 40 minutos até Liverpool, depois ela me deixaria em ônibus que vai do centro da cidade até o aeroporto e que demora mais uns 30 minutos. Tudo planejado na net. Lindeza. Só que.

Acordamos cinco e meia da manhã pra garantir que nada desse errado (hohoho). E sim, quando você ler por aí que Fulano pediu a virgindade da moça como “prova de amor” lembre que prova de amor é acordar antes das seis da manhã em uma país que amanhece (quando amanhece) lá pelas nove horas. Acordar antes das seis e sair de casa e sentir ventinho de seis graus (veja o combo) pra acompanhar sua amiga perdida e monoglota até a outra cidade pra pegar o avião... isso sim, foi prova de amor (obrigada, amiga).

Acordamos antes das seis, nos cobrimos com camadas de roupas, caminhamos até a estação e esperamos 30 minutos pra pegar o primeiro trem. Primeironas a entrar no primeirão, coisa linda. Quando o troço se preparou pra sair eu disse: “hahaha, faz barulho de motor de carro velho. Olha aí, afogou, ahahah!”. Sai o trem, passa pela primeira estação, tudo okay, né¿ Né não. Entre estações, cataploft, o trem dá o prego. É isso, amiguinhos, hoje aprendemos que o Murphy não brinca só com nosso transporte público sucateado. Aí foi uma alternância de parar, resfolegar e se arrastar até chegar em uma estação maiorzinha e soltar a gente pra esperar o próximo trem (oi cama quentinha, saudades de ficar em você ais um pouco). Olha relógio, suspira, olha relógio, dá tempo, não dá tempo. Chega o próximo trem que, claro, lota e continua lotando. #ParanjanaFeelings

Em Liverpool, claro, estava chovendo. Só aquele tanto de incomodar e fazer o trânsito ficar engasgado. Chega ônibus, abraço vai, abraço vem, até consigo ir sentada vendo o tempo passar ligeirinho pela janela e o ônibus seguir atrás dele len-ta-men-te. Mas chego. Escada que sobre, escada que desce, setor de controle de bagagem, olha a fila nem está tão grande mas demooora, modique¿ Modi os moço abrindo uma mala a cada sete. É isso que vocês leram, né legal? E, claro, vamos contando juntos, 1, 2. 3...e a da Luciana, lá, na mão do moço, simpático e de língua solta, falante como ele só e eu com cara de: pelomenosfaladevagarpraeuadivinharalgumapalavra... doce esperança, apalpou as calcinhas todas, afofou blusas e calças, cheirou a geleinha-lembrancinha e, claro, me soltou em cima da hora pra correr pro portão de embarque com uma mala estufada, morrendo de medo do fiscal da mala pequena não me deixar entrar sem gastar 40 euros despachando a buchudinha. Mas passei com meu melhor sorriso e empurrando a mala de lado (sabidinha). Do portão pra o avião em ônibus lotado e a chuva chovendo. Todo mundo na escadinha sem cobertura (obrigada, easyjet, você me faz amar a TAP) e a aeromoça conferindo passagem. A Pollyana que me habita teve que ir dar uma voltinha porque a Kátia Cega assumiu o lugar: #NãoEstáSendoFácil.

Mas sentei, enfim, e o vôo foi lindo e tranquilo. A tempestade que assombrou a Inglaterra nem nos cumprimentou, o setor de controle de passaportes estava super eficiente, tudo fácil.

Aí inspirei e me surpreendi: tô em casa. Mais uma.



5 comentários:

Liliane disse...

Não foi a Luci, mas foi a Lu. Gargalhei na saida da Pollyana , para entrada da Katia cega. E sorri por todo o trajeto. <3

Iara disse...

Amor: trabalhamos.

<3

(e meu celular acabando a bateria? e o medo de você chegar atrasada, querer que eu a resgatasse, e sequer conseguir falar comigo? muitas emoções)

Renata Lins disse...

Gente... quantas aventuras. Que bom que deu. Me lembrei de um trem dramático que peguei na Itália uma vez - indicação de plataforma errada, espera e nada de trem, quando a gente acha estranho pergunta, corre pra plataforma certa, em cima da hora, e a história acaba com um funcionário içando a gente pra cima do trem já saindo, gritando "forza! forza!"
Inesquecível.
Beijos! :)

Rita disse...

Gente!! Mas tava chovendo? Que estranho. :-P

Renata, ri muito aqui, viu?

bjs!!

Tina Lopes disse...

Afff quanta emoção. Menina, cada vez que eu chego de viagem, me surpreendo. São tantas as possibilidades. Toctoctoc

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