sexta-feira, 6 de setembro de 2013

E a Vida o que é?


Status: comprando um caderno de pauta pra deus.

Vou cozinhando o polvo e cortando as extremidades pra provar se está pronto. Resultado, no fim de tudo um bichinho meio cotó

Uma das coisas difíceis do amar: deixar o outro ser.

E você descobre que há várias formas de ser vaidosa e que você não está imune.

Estar apaixonada. Saudades dos meus catorze anos.

Das coisas que me comovem: roupa no varal.

Cozinhar é uma mistura de combinar sabores, aproveitar o que tem na geladeira e fazer, do amor, matéria. Então, em dias passados, foi assim: cortar pimentão em tiras: vermelho e amarelo. Acende o fogo, azeite, azeite. Deixa refogar até amolecer (ou não, depende de como você gosta mais). Aí coloca cebola, mexe, remexe, acrescenta alho, curry, deixa dourar. Chama o camarão pra festa. Acrescenta manga (em tiras, em cubo, como você acertar cortar) e gengibre (em pó ou ralado, depende da despensa). Tá terminando? Um pouco de leite de coco. Pra acompanhar dá um trato naquela batata-doce-que-tem-cara-de-jerimum que estava na geladeira. Cozinha, amassa, um pouco de sal, o resto do leite de coco, uma colher de requeijão ou de queijo ralado. 





Do que não pode deixar de ser: respirar, escrever, abraçar.

Lapsos e atos falhos: oi, inconsciente, você por aqui?


"– A vida, senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme e acorda, dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais [...] A vida das gentes neste mundo, senhor Sabugo, é isso. Um rosário de piscados. Cada pisco é um dia. Pisca e mama, pisca e brinca, pisca e estuda, pisca e ama, pisca e cria filhos, pisca e geme os reumatismos, e por fim pisca pela última vez e morre. – E depois que morre?, perguntou o Visconde. – Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?"



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