terça-feira, 27 de agosto de 2013

Cantarolando


Tem aqueles lugares e aquelas pessoas que eu fico pensando assim: ué, acho que não viram o bastante, como é que ainda me deixam por aqui? 

Eu tenho duas lentes principais pra “ler” o mundo: a psicanálise e o materialismo dialético. Tem gente que as acha incompatíveis. Eu acho que convergem no que tange a: 1. um repúdio severo e radical a qualquer essencialização do que é humano, 2. desmistificação do dualismo sociedade X natureza, 3. compreensão de que a realidade concreta, histórica, social e relacional atua na estruturação da subjetividade e é por elas reconstruída. Eu sei, ninguém perguntou, mas eu vou dizendo mesmo assim.


Sabe aquela frase: "não sabe brincar, não desce pro play?". Tô indo embora do parquinho por motivos de: se ficar vou jogar brinquedinho na cabeça dozamiguinhos. Entre ser feliz ou ter razão, escolho um sorvete de manga.

Das coisas sem-noção que "a gente" escrevo por aí: eu confio que você confia em mim o bastante pra saber que eu tenho razão. E depois ainda quer que a pessoa ainda queira bem. Humpff!

Sabe aquele lance do fecha a porta e abre uma janela? Tem rolado janelão lindemais pras minhas bandas. E se ali não é pra mim, paciência, já escolhi pra onde quero ir, hohoho: 


"Quero mesmo é ir pro asilo grandmothern, um lugar mítico cheio de enfermeiros gentis que não se importarão de tomar conta de um bando de velhinhas meio doidas que falarão o tempo todo e pedirão a senha do wifi todo dia por motivo de amnésia, talvez alcoólica." (leia o post todo/maravilhoso aqui, no Duas Fridas). 

Meu reino por um boteco na augusta. Uia, provavelmente meu reino seria um boteco na Augusta.

Era uma vez uma pessoa muito engraçada, não tinha teto não tinha nada OPSnãopera, uma pessoa muito engraçada que achava que ia fazer o doutorado só com os livros da biblioteca e que não ia comprar nada, nadinha de diversão pra a) não se distrair e b) não pagar excesso de peso na bagagem de volta. No mundo de fantasia da pessoa muito, muito engraçada, as estantes viveriam ocas e as letras seriam sempre visitas. Agora tá ali, essa pessoa muito muito engraçada -  que, no fim das contas, não tinha chão –  pelejando pra cabeça voltar pra tese e, no entretanto do pensamento, arrumando as prateleiras e seu montão de livros.





4 comentários:

Inaie disse...

ah Luciana, planos sao feitos só pra deserm abandonados!!

Rita disse...

Me empresta os da Inês Pedrosa?

Palavras Vagabundas disse...

Pelejando e pensando se vai ao longe.
bjs
Jussara

Iara disse...

Ah, esse play... ;)

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