domingo, 7 de julho de 2013

Minha Alegria Atravessou o Mar...

Minha alegria atravessou o mar



Amanhã, Brasil-sil-sil-sil-sil.

Eu acho que te inventei.

Não tem mala que comporte dez meses de riso, aprendizado e belezas.

Eu gosto assim: essa febre, essa fome, essa vertigem.

Eu agora conto o tempo em abraços.

Abrir mão de todos os futuros: recomendo.

Uma coisa que não aprendi ainda: lidar com as moedas miúdas. Recebo troco com moedas de um, dois centavos e vou juntando, juntando. Tenho uma bolsinha cheia já.

Para que tomar o caminho mais fácil, quando os arredores são tão interessantes?

E envelhecer tem um sabor que eu antecipava e se confirma. Meu corpo é mapa. Percorra-me.


Tua mão. Tua mão em sim. Tua mão em mim. Tua mão desescrevendo poesia, material, concreta carne: quente e ansiosa. Tua mão, desconstruindo as certezas, as esperas, as tristezas. Assim: tua mão por todos os lados, sem deixar opção a não ser caber na palma. Tua mão, desfazendo as saudades. Tua mão, desmanchando horizontes. Tua mão, desinventando futuros. Tua mão, certa, segura, dedo a dedo invadindo, pilhando, penetrando. Tua mão sabe espaços. Tua mão, serena, paciente, audaz. Tua mão ávida, curiosa, insistente. Tua mão no corpo, no colo, no canto obscuro do querer. Tua mão sem som, sem intenção, sem amanhã. Tão cedo, tão certo, quero: tua mão.

2 comentários:

Allan Robert P. J. disse...

Ninguém volta como antes da partida.


:)

Fred Caju disse...

Se jogar na balança dá uns 300 quilos de poesia aí.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...