sábado, 20 de abril de 2013

Mais Simples


Eu não gostava muito de batata e cenouras cozidas. Não chegava a desgostar, não deixava de comer, mas era uma coisa que não me tentava, não me animava. Não era saboroso. Até que me apresentaram o óbvio. Agora, é só alegria: depois de descascadas, corto a cenoura em quatro tiras e a batata ao meio e coloco-as pra cozer com sal (vejam que, pra ter o sabor certo, coloco-as pra cozer, não coloco-as pra cozinhar). No prato, corto alho muito fininho, cebola ainda mais fininha (as daqui ardem que não é brincadeira) e, por cima, verto azeite. Quando estão cozidas, jogo cenoura e batata quente (quem resiste a piadinhas internas¿) nesse prato. É um dos acompanhamentos mais simples e gostosos.

Sempre – ou desde que eu me lembro de mim – gostei do simples. E sempre (o mesmo sempre) suspeitei que o óbvio ofusca. Tantas vezes tão evidente e não vemos. Ou eu não vejo. Enfim, seja para melhorar as cenouras ou os relacionamentos, não menosprezar os pequenos detalhes me parece boa regra.

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Como eu disse, é minha primeira primavera. Sempre que posso, dou uma escapadinha até meu Jardim. Hoje o passeio foi assim:

Saindo de casa
Minha rua: quase um túnel verde
 
Elas já se apresentam
 
E o azul que me acompanha...
No Jardim, brinca-se de colorir:







E pessoas de todas as idades aprendem a bicicletar:




Do ladinho, misturam-se feira de antiguidades com artesanato:




Hora de ir embora, levo a lembrança do coreto e o azul fazendo moldura:






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Estou pensando em voltar o vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão como papel parede do Borboletas. Pitacos de layout e tonalidade?

3 comentários:

Nikelen Witter disse...

Tenho adoração por estas coisas simples também. Experimente jogar na mistura um ovo cozido, picadinho, Lu.

Juliana disse...

um post pra aquecer o coração gente,hein?

eu gosto de cotidianos. =)

Renata Lins disse...

Batatas cozidas, sal, azeite: felicidade.
Não precisa tirar a casca...

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