sexta-feira, 19 de abril de 2013

Diário de Bordo - Baldeação

Apresentei meu projeto em sala de aula pros colegas e para o coordenador do programa. Foi uma espécie de ensaio pra qualificação. Ainda tenho uma porção de passos pra dar, mas acho que as pernas estão em ordem.

Assisti ontem uma Conferência muito interessante com o tema: Mudanças Laborais e Relações de Gênero. E volta tudo pro lugar.


Como eu não fui ainda ao Palácio Nacional da Ajuda? Falha grave de caráter que a exposição da Joana Vasconcelos vai me ajudar a sanar (Joana Vasconcelos é a menina dos olhos das artes plásticas em Portugal – e não só, sua exposição em Versalhes foi vista por 1,679 milhões de pessoas, tornando-se a exposição mais visitada em Paris nos últimos 50 anos - e não é a toa, olha aqui)


Cantava a marina: vem chegando o verão. Canto eu: vem ali uma rapadura.


Vou confessar uma alegria: agora as roupas ficam só dois dias no varal pra secar. Parece tolo? experimenta ver suas opções desaparecendo enquanto se amontoam molhadas nas cordinhas. 


A cigarra e a formiga. Já passei a gostar.




O céu anda azul, azul. É minha primeira primavera na vida, vocês sabiam¿ Onde eu moro não tem estações, temos sol e calor e um outro azul. Uns dias chove, outros dias bate sol. Então é a primeira vez que vejo árvores se vestindo. Os despudorados e desnudos galhos vão enverdecendo bem na minha porta. A grama do meu quintal (também conhecido como Jardim da Estrela) fica exuberante e toda pintada por florzinhas indiscretas em todas as cores: brancas, amarelas, roxas. Nunquinha um sertanejo ia chamar isso aqui de quente – pelo menos 10 graus abaixo do que estamos acostumados – mas já saio sem casaco ou meias. Mesmo no dia em que o dia se esquece de ser morno e bate um vento frio, as pessoas (eu inclusa) deixam pra trás seus casacos escuros – tão preponderantes, nos meses anteriores, em ruas e metrôs – e capricham nas cores claras e alegres: casaquinhos vermelhos, lilás, beges, verdes, um arco-íris em calçadas. Estou quase me acostumando com os dias que se alongam, querendo espiar ombros e pernas à mostra nas esquinas, parques e jardins. As pessoas se deitam na grama a flertar com o sol. Estou doidinha pra ir dar uma olhada no Tejo, ver como ele fica sob essa nova luz. É minha primeira primavera, mas vou percebendo que combina com minha pollyana interior.



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