terça-feira, 9 de abril de 2013

Botecada Feminista ou Paris II


Quando se chega em Paris a primeira coisa que se quer é: ( ) subir a torre, ( ) passear às margens do Sena, (  ) comer pato, (  ) se perder no Louvre, ( X ) beber com as amigas pagando 20 reais num chopp. Ninguém tem dúvida, não é?

Primeira refeição em Paris

 Das delícias que eu não encontro palavras pra contar pra vocês: encontrar a elegante Tina e ficar me perguntando internamente (tal qual os apaixonados inseguros) porque mesmo que ela aceita ser minha amiga, rir na mesma toada com a outra Luciana, me encontrar no abraço da Iara, brindar a tudo e qualquer coisa com o Daniel. E tudo na companhia irmã da Renata (vide post anterior)


Reparem na combinação musa de cores:
casaco, echarpe e batom. Ìdola!

Claro que isso fica mais divertido se é em um lugar especial. Se Paris em si não é suficiente, experimenta encontrar essa galera toda no mesmo café que a Simone de Beauvoir frequentava (das digressões: pastelaria em Portugal vende café, café em paris vende cerveja). O Café de Flore (caro pra dedéu, mas com um garçon muito simpático) foi fundado em 1887 numa das esquinas de Saint-Germain-des-Pres, um bairro nobre de Paris (rá, imagina aí o glamour) e foi tão importante pra Sartre e Simone que tem até filme: Os Amantes do café de Flore. E não pense você que só a Simone era chegada a uma birinaite um café, o local registra frequentadores tais como Guillaume Apollinaire, André Breton, Tristan Tzara, Albert Camus e Picasso. Durante a ocupação alemã, lá se reuniam resistentes como Marguerite Duras, essa querida que escreveu alguns dos livros da minha vida. 


Garantimos nossa legitimidade no Café de Flore:
pintamos o sete e fazemos arte - segundo mamys.
Como somos festeiros mas sabemos fazer contas, transferimos a botecada para um lugar mais, como direi, aprazível (pra ninguém ter que vender um órgão pra pagar a conta já que todos somos muito apegados a nossos rins). Fomos para a região da Bastille que, assustada, caiu antes de chegarmos (eu sei, eu sei, devia deixar as piadinhas pra outra Luciana). Com o metrô aos nossos pés, fizemos o que melhor sabemos fazer: bebemos, falamos pelos cotovelos (algumas vezes todos ao mesmo tempo), rimos do banheiro com cara de WC de avião, demos pitaco nas vidas umas das outras e nos afagamos. 


Pose de meninas bem-comportadas aqui
 (mãozinha no colo e tudo),
abraços e gargalhadas lá
Não sei bem se foi quando a) vimos as horas, b) pensamos na conta, c) a fome apertou ou d) todas as anteriores, que percebemos que precisávamos ir embora.  O certo é que somos sagazes e notamos. Beijos e abraços e a procura de um lugar pra comer. Um lugar com a cara de farra em Paris: um fast-food. Em nossa defesa, pelo menos não era o MacDonald's. A fome era tanta que não deu pra fotografar os requintados e exclusivos (cof, cof) subways. devoramos, corremos pro metro e nos jogamos na cama no nosso querido hostel. Preciso dizer que dividir quarto com gente desconhecida é super normal pra mim. E a argentina que "ganhamos" pros primeiros dias (depois tivemos uma eslovena e um chinês) era simpática, discreta e educada.

O primeiro dia/noite (é duro aprender a lidar com luz do sol às 20hs, meu povo) em Paris foi isso aí: uma grande botecada (e o trocadilho incluso) feminista. Feliz.


Feminismo e Boteco: tudo a ver.

6 comentários:

Daniel Nascimento disse...

E foi tudo assim mesmo ;) <3

Iara disse...

Num sei. Só sei que foi assim. ;) (não sou original, eu sei)

Renata Lins disse...

AAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Rita disse...

Cataploft, para sempre. Insuperável.

Odeio vocês.

Mentira.

Bj

Tina Lopes disse...

Teve bão. <3

Cristiane Rangel disse...

Luciana, vc me arranca gargalhadas com essas narrativas ágeis! Bjoooo

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