segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Das Festas Perdidas


Meu calendário anda uma bagunça. Paro antes, faço depois. E o relógio tic-tac lembrando tudo que ficou incompleto. Decifra-me ou te devoro diz a tela branca do computador pedindo palavras de tese. E eu lavando uma roupa que não seca. Esse post começou a ser escrito ontem. Porque é um post-parabéns-abraço-de-aniversário-mesmo-longe. E tem também um #mimimi pela festa perdida. O natal da STAF. Mas, claro, começou ontem, deus sabe quando será terminado e muito menos se alguém vai ler. Mas a gente prossegue, um pé, outro pé, ops, uma letra, outra letra.

A aniversariante é do meio

Eu lembro quando conheci a Dani. Foi em Maranguape. Eu chegava em uma equipe que já existia, se entendia, conversava e combinava. Eu era a perdida. A estranha. Exótica. Não conhecia ninguém e por ninguém era conhecida. Mas ela me viu. E me incluiu. E rimos e bebemos e tomamos sorvete. Uma amizade de longas conversas e caronas constantes. Ela dirige rápido. Vive aceleradamente. Tem a alma nos olhos e é uma alma linda de se ver e a gente tem vontade de se demorar lá. É tão fácil amar a Dani: o sorriso largo, o aconchego, as ideias divertidas, a forma constante de cuidar, a inteligência, a bondade. Eu amo. Muito. E fico desejando, aqui do outro lado do mar, que a vida seja gentil, generosa e amorosa com a Dani como ela é com as pessoas. Que haja mais, sempre mais, riso, prazer, descanso. Que seja doce.

 Mas eu e o aniversário da Dani, bom, a gente não costuma se entender. Ah, alguém pode dizer, mas você começou a escrever o post ontem, está valendo. É que não foi só dessa vez. Teve uma vez que eu tive que ir fazer um concurso, por exemplo. Justifica mas não ameniza a distância. E é em dezembro, o aniversário. Está cientificamente provado que meu cérebro para de funcionar em 30 de novembro e só volta depois do carnaval. Durante dezembro eu só penso em cardápio da ceia de natal, presente de natal, decoração de natal, música de natal e temas afins.

E foi de Natal a festa ontem. Um churrasco, porque tradição é isso, não é Papai Noel? Na casa da Aninha, pra eu ficar mais saudosa ainda. Confraternização. Adoro. E fiquei pensando como as pessoas que lá estavam me viram crescer e como eu sou quem eu sou muito por causa delas e das festas de natal da STAF. E eu nem sei se algum dia agradeci por todo o afeto que sempre senti lá, mas meu peito é cheio dessa gratidão e desse aprendizado.

Então, ontem foi dia de festa. De festas. E eu não estava em nenhuma delas, mas elas estavam em mim. Porque amar assim é um presente.

Um comentário:

Ana Vieira disse...

Voce foi muito lembrada, fia. Todas as fotos que subi pro Feice foram pra voce, uma tentativa ridícula de incluir voce no momento. Sentimos sua falta. Muito. Trocaria até o queijo de azeitão pela sua presença ontem...
Besitos.

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