quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Eu, Feiosa

Faz uns dias que ando com palavras engasgadas. Não sei direito dizer, não sei direito o porquê. Fui da preocupação à correia, da ansiedade ao medo, dele à euforia e, novamente, à angústia. Coisas demais. Coisas de menos. Olho as malas e tenho a impressão de que está faltando alguma coisa. Aí sorrio triste e lembro de Freud: sempre está. Por mais e bom que seja, falta. Mas há muito e não dá tempo não ser feliz. Ou, pelo menos, alegre. Não estou chorando, é só amor feito água e sal.



Mas se não tem palavras minhas, tem palavras dela, irmã, amiga, amada, Liana. Postou no FB, mas eu sou sabida e trouxe pra cá. Pra mais gente saber porquê. Por isso:

“Borboletas voam. E, ao fazer isso, espalham beleza e cores. Assim como você faz com suas gargalhadas, versos e prosas. 

Feiosa,
Eu sei o que é sonhar. E sei como é bom ver nossos sonhos se materializando. E é lindo ver isso acontecendo na tua vida. Sei o quanto és merecedora de tudo isso: um afastamento, um doutorado, um morar na Europa e dar umas voltinhas, teus lugares favoritos (fora nossa casa e Pedra Branca). Tantos sonhos sonhados separados e concretizados numa cajadada só.

E aí imagino as zilhões de coisas que passam na tua cabeça de vento. Expectativa. Nervosismo próprio do doutorado. Saudade antecipada. Família. Eu sei, todo mundo acha sua família especial. E eu não fujo à regra: a nossa é mais que especial. Só tenho a agradecer aos nossos pais por nos proporcionar um ambiente onde essa amizade nasceu, cresceu e se fortificou.

Nossa amizade nasceu da fraternidade, mas hoje elas competem entre si qual é a maior. Somos colegas de trabalho, mas esse é o elo mais frágil que nos une (embora, a estabilidade nos “garanta” uns bons anos de convivência). Moramos juntas na infância. Estudamos juntas na adolescência e no mestrado. Moramos juntas de novo, adultas. Trabalhamos juntas, salas vizinhas. Fomos vizinhas. Tomamos café quase todo dia, juntas. Pode parecer muita coisa para quem vê de fora, mas para quem vive, para mim, é tão normal te ver sempre e, ainda assim, sempre querer te ver. São (só?) três anos, te encontrando em (não tão suaves) prestações anuais. Vou sentir saudades. Muitas. 

Voe longe. Voe alto. Mas volta logo.”

9 comentários:

Juliana disse...

ah, eu não dou conta das lágrimas aqui. Coisa mais linda!

Palavras Vagabundas disse...

"Voe longe. Voe alto. Mas volta logo!" (2)
bjs
Jussara

Renata Lins disse...

Vai lá, Lu! Mostra pra eles! Viva tu, que merece isso e tanto mais. E olha... me espera por lá, viu? Tô chegando... ;)

Gilmara Wolkartt disse...

Como e bonito ver gente de verdade, numa amizade de verdade.
Lindo!
Gd beijo

Liliane disse...

Dá tristeza e da alegria de ver uma pessoa querida partir. É muito bom ver quem amamos feliz, mas é sempre difícil deixar essas pessoas queridas partir né! Muito amor nos seus voos lusitanos!
Mil beijos e saudade do encontro que ainda não conseguimos ter!

Anônimo disse...

Vai que é tua..........

Das coisas que vejo e gosto. disse...

Ai que coisa linda!

Chorei muito agora... Lembrei do dia que meu irmão foi morar longe, lembrei do dia que eu fui morar longe...

Eu e ele voamos pra longe de casa, e ainda estamos longe de casa, e a saudade sempre aperta e dói mais forte toda vez que visitamos nossa terra, casa de nossa mainha. E como sempre ele diz: " uma vontade enorme de ficar. Uma maior ainda de voltar" .

E aí li seu post e chorei... E desejei que logo chegue o dia de bater azinhas e voar de volta pra perto da família.

Desejo para quem foi que aproveite tudo e seja muito feliz.

Beijos

Selma

Das coisas que vejo e gosto. disse...



* asinhas ( o danadinho do Ipad corrige as palavras sozinhos e só depois de postar vi o errinho de português )

Foi a emoção... : )

Beijos

Selma

Silvia Ferreira disse...

Que legal esse texto! Muito bonito ver uma amizade tão sincera entre irmãs assim. Parabéns a vocês e obrigada por partilhar isso conosco!

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