sábado, 11 de agosto de 2012

E Por Falar...

 Saudade do vermelho daqui. Aliás, saudade é palavra na ordem do dia em mim. Saudades de quem deixei agora há pouco. Saudades de quem há muito tempo não tenho em um abraço. Saudades de quem eu via sempre e agora verei pouquinho, pouquinho. Saudades de quem eu nem sabia que era e agora já se faz enorme na minha vida.

Saudade é fio que, quem ama estrada como eu, não consegue deixar de tecer. Só espero que seja ele, sempre, a me levar para fora do labirinto que, por vezes, tantas vezes, torno-me.

Bom, o certo é que eu estava na rua. Fui e vim, parei, voltei, caminho se fazendo pele. Entre esquinas, tanta gente linda que se sabe amada e cabe certinho nos meu abraços, os reais e uns já esperados no futuro. Gente linda, como diz a Iara (uma delas, aliás) quanto mais e mais perto, melhor.

De tanta gente linda, preciso dizer que Renata é meu número da sorte. Ou letras. Ou nome. Pessoas. Amigas. Lindas. Queridas. Delícias de instantes, conversas, abraços, descobertas. Renata Lima, você me mima demais. E eu gosto, laralilá. Obrigada, por tudo, tudo que você sabe, ou sente.

E, já que estou falando das estradas tantas, pra quem não sabe: em setembro vou pra Portugal. Doutorado. Ainda tem um problema ou outro pra resolver, mas as malas já estão sendo feitas. Torçam pra dar tudo certo, pode ser? 

Doutorado: tenho medinho. De não saber o que preciso saber. De não conseguir escrever uma tese inédita. É isso que me assusta: inédita. Mas vamos lá. A (minha) Universidade é linda e meu curso é inspirador. Sociologia Econômica e das Organizações. Hora de descascar esse negócio. Antes de bater o martelo: Lisboa, paquerei Belo Horizonte. Tinha atrativos, a cidade encrustada entre serras. Mas nós fazemos as escolhas ao mesmo tempo em que somos feitas por elas, não é? 



Pois será Lisboa e todos os receios, eu sem rede de proteção, sem aquela certeza de que, ali do lado, tem gente que me ama. Será Lisboa e o pseudoconforto de uma língua quase minha. Será Lisboa com seus azulejos encantadores, suas ruas estreitas e aquela sonoridade constante que aquece o coração. E, claro, será Lisboa e seu cheiro de mar.


Minha vida em travessias, eu sei. Deve ser por isso que eu sempre gostei de filmes de pirata. Aquela frase ecoando no peito: içar velas! Coração estufado de memórias, segue-se singrando o tempo. Simbad, é claro. Com minha espada curva, vou inventando meus monstros só para os destruir. 



 Cada vez mais andarilha, as raízes crescendo em cima da terra, mirando, talvez, o sol. Cada vez mais cigana, voltar é palavra que desconheço. Mas vou descobrindo, consolada, que o lugar mais perto de ser pouso é esse aqui. Em vermelho.


8 comentários:

Anônimo disse...

morrerei de saudades de vc, Lu, mas to feliz demais pela sua conquista.. te adoro demais, mulé. :-)

Bete_davis - com pregui de logar

Caminhante disse...

Que nada, tenho certeza que Lisboa ficará apaixonada por você...

Rita disse...

Vai borboleta. Voa.

Tina Lopes disse...

Olha só, setembro, já??? Por incrível que pareça, estaremos mais perto, isso é bom demais. Me aguarde lá do outro lado do mar, sua linda, prepare Lisboa pra mim e para os meus.

margaret disse...

Existem borboletas de arribação?!
Se não, então você é também uma ave de arribação, migrando sempre para lugares encantadores sabedora que, ao se impregnar de novas paisagens já está desenhando uma nova rota para uma outra enriquecedora arribação.
Feliz vôo... vez ou outra pouse por aqui, está bem?

Palavras Vagabundas disse...

Lu,
viver não tem precisão, só o navegar. Se perca em terras portuguesas e seja feliz.
bjs
Jussara

Ruy Vasconcelos disse...

boa sorte, querida luciana! você a merece. com seu talento para a amizade, a simpatia. e acreditar que as pessoas possuem um lado bom. em que se pode confiar com bons olhos.

Ruy Vasconcelos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
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