Status: brincando de tiro ao alvo com meus sonhos.
Então é assim: morrer um pouco.
Eu não sabia que doía. Não sabia o vento correndo no oco do peito e assoviando vazios.
E eu não tenho nenhum lenço branco pra acenar na estação.
Era uma vez. E não mais. O tempo zomba da minha imaginação. Eu pensei que. Mas não, nenhum peito, nenhum pouso, nenhum porto.
Eu não estou chorando, é só o amor se tornando água e sal. Saindo de mim.
Não há amanhãs pra quem está presa deste lado do espelho.
Qual a borracha adequada pra apagar da memória as letras azuis?
Um dia Zenóbia acordou sem olhos. Não havia mais futuros para ver.
Todos os dias como uma prece: não querer. Destemida, percorro os dias tão cheios de você. Como uma pontada: você nunca esteve aqui. Todos os dias, como uma prece: não pensar. Escrevo uma bula com meu método secreto para voltar a sorrir: o luto. Pra esquecer, procurar lembrar-se. Porque há um dia em que você não se lembra de lembrar. Só aí você esqueceu.

4 comentários:
Eita! Foi gol.
Só pra você ter certeza... Aqui, sempre!
Aiai... Que venha Julho.
adorei flanar pelo blog!
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