sexta-feira, 11 de maio de 2012

Vem Cá, Luiza #03

Luiza chegou em desassossego (post Vem Cá, Luiza). Não sabia se estava entendendo direito. E se? Se ele estivesse dizendo o que ela queria? E se ele estivesse querendo o que ela queria também? De mensagem em mensagem, a cumplicidade se fazendo estrada. E as perguntas foram se fazendo Urgência (post Vem Cá. Luiza #02). Sem expectativas, mas com vontades cada vez mais claras. Ele mais perto. Ela mais entregue. Eles. Esquentando.



Fogo, por Luiza

Mil coisas para resolver, mil outros textos para escrever e eu parada diante da minha caixa postal esperando o próximo email dele. Há dias sem lê-lo, me sentindo perdida. Tão perdida que nem um toque sutil -- ou nem tão sutil assim -- foi suficiente para me deixar eufórica e me fazer perceber (finalmente -- dããã) que não foi o primeiro. Foi preciso que ele desenhasse. Ainda bem que é habilidoso...

Faz tempo que ele vem deixando recados, dizendo que estou lá nos seus pensamentos, inspiração. Eu é que não estou dizendo que ele é presença constante nos meus sonhos e motivo do meu desassossego. Ai, como sou boba! Rindo à toa relendo comentários, frases, percebendo gestos e só consigo pensar que não há maturidade que dê conta desses momentos. Sou menina confessando desejos clandestinamente, esperando a hora de escancarar as vontades e de vivenciá-las pedacinho por pedacinho, lentamente, como se o tempo não existisse. A urgência é o desejo que impõe, que incendeia o corpo e o juízo. Ajustar tempo e desejo é que são elas...

Estamos mais próximos e nenhum temor à vista, acho. Vontades potencializadas e eu me coçando de vontade para fazer um convite e/ou me oferecer numa bandeja. Ando espreitando passagens aéreas, estudando possibilidades e agenda. Não quero forçar situação nenhuma nem que seja tudo perfeito. Quero a vida real com suas circunstâncias, imperfeições e acasos. Só o que me segura é a imensa vontade que o convite/sugestão/proposta/ameaça partisse dele.  

Dia desses alguém perguntava: "Quando deixa de ser coincidência e passa a ser sincronicidade?" Acho que é quando entramos em sintonia com o outro, quando nos vemos refletidos no olho do outro. É isso que quero urgentemente: Me ver refletida no olho dele. Não importa quanto tempo dure o reflexo... É chama. E eu só quero queimar nesse fogo.

4 comentários:

Penélope disse...

Olá, minhas asas imaginárias ruflam soberanas, felizes quando leio textos lindos como o seu...beijos, Penélope...
maniasdapenelope.blogspot.com.br

Menina no Sotão disse...

Engraçado, eu voltei aos meus emails e a mim mesma, para dentro, tecendo ausências e ao ler seu post nesse domingo de falso outono em pleno maio vi a mim mesma em algumas linhas...

Bacio

Niara de Oliveira disse...

Estou ansiosa pelo relato do encontro deles e torcendo para que aconteça logo.
Beijo, Luiza.

Dária disse...

"É isso que quero urgentemente: Me ver refletida no olho dele. Não importa quanto tempo dure o reflexo... É chama. E eu só quero queimar nesse fogo."
- Gosto de quem sabe por as coisas assim, como necessárias.
Assim como a Niara, estou ansiosa pelo encontro deles... é engraçado não, esperar que algo aconteça na vida de estranhos. Mas ao mesmo tempo é apenas como torcer para os personagens do livro fazerem tudo que você espera ao final.

- Uma amiga semi-escritora me disse uma vez que nunca soube o fim de suas histórias antes de terminá-las, e ansiava tanto quanto a gente.

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