quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Soluço



Eu julgava que tecia, mas desfiava, e esgarçado o desejo se revela. Tenho frio.  

Era ácido o querer, fez um furo no peito. 

Pela janela, observo: é minha vida lá fora.

Eu lembro quando nos amamos: ia ser no futuro.

Brincando de caber na sua mão, não vi os riscos na palma.

Sempre festa no meu corpo ao saber você. Mas ninguém avisou que era bota-fora.


Vem fácil, vai fácil. Tenho uma borracha cravada no lugar do coração. 

Não há nudez maior que a esperança.


3 comentários:

Danielle Martins disse...

Bom que a temos... Bjs!

Atitude do pensar disse...

Sobrevivi sem a esperança, haviamos nos separado em algum ponto da encruzilhada.
Me encontrei, fui encontrada, pude vê-la.
Mas sabe o qued escobri ao ler-te?
Ainda reside certas nuances de despedidas, mesmo vivendo em plenas saudações de seja be vindo!!!

Menina no Sotão disse...

Ninguém lembra de nos avisar, não é mesmo? Mas sempre sabemos de alguma maneira e preferimos deixar lá fora. rs Como se não sabendo estaria tudo sempre perfeito.

bacio

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