Soluço
Eu julgava que tecia, mas desfiava, e esgarçado o desejo se revela. Tenho frio.
Era ácido o querer, fez um furo no peito.
Pela janela, observo: é minha vida lá fora.
Eu lembro quando nos amamos: ia ser no futuro.
Brincando de caber na sua mão, não vi os riscos na palma.
Sempre festa no meu corpo ao saber você. Mas ninguém avisou que era bota-fora.
Vem fácil, vai fácil. Tenho uma borracha cravada no lugar do coração.
Não há nudez maior que a esperança.
3 comentários:
Bom que a temos... Bjs!
Sobrevivi sem a esperança, haviamos nos separado em algum ponto da encruzilhada.
Me encontrei, fui encontrada, pude vê-la.
Mas sabe o qued escobri ao ler-te?
Ainda reside certas nuances de despedidas, mesmo vivendo em plenas saudações de seja be vindo!!!
Ninguém lembra de nos avisar, não é mesmo? Mas sempre sabemos de alguma maneira e preferimos deixar lá fora. rs Como se não sabendo estaria tudo sempre perfeito.
bacio
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