domingo, 27 de novembro de 2011

Uma Dor


Então, dói. Não tanto que não possa respirar. Não tanto que seja em cinza o tempo que espio na janela. Não tanto que o corpo se abrace, encolhido, no sofá, e o pensar vague em soluços. Não tanto. Dói, assim, como uma vontade encravada. Inflamada, um tanto. Lateja. Mordo o lábio e continuo. Aquela dor fina e constante de saber: não. Não é você. Não é seu abraço. Não é nosso encontro. Não é o riso fácil, o corpo quente, a esquina certa. Tempo ruim. Frio, aqui dentro. Eu invento as solidões pra não saber o vazio. Tenho pressa de me saber perdida. De fazer dormir as esperanças e aceitar apenas o riso, não a felicidade.

5 comentários:

Kauana Costa disse...

Ultimamente, é sobre dor o q eu mais tenho lido.
E em cada leitura, eu vejo uma face da dor q eu conheço mto bem...

Glória Maria Vieira disse...

Minha boa, linda e intensa Borboleta...

Danielle Martins disse...

saudade de vocÊ, sai logo dessa solidão e vem pra cá...

Lia Padilha disse...

Luciana expressa o que nós sentimos. Mas sente mais e expressa melhor. =)

"De fazer dormir as esperanças e aceitar apenas o riso, não a felicidade."

Isso é verdadeiro demais.

beijooooooooooooooos.

P.S ando puxando o saco de borboletas poetisas por aí.

Nitin singh disse...

So cute poem i have a collection of poem in my diary and i was discovering good poem finally i got that

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