quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Meme de Filmes #Guest Post - Mentes Brilhantes

O bom de um Meme é, para além da resposta, o estilo de quem escolhe e escreve seu bem querer. O Meme dos Filmes tem sido uma festa. Muita gente boa, sugestões ótimas, textos divertidos, provocativos, emotivos e vários outros deliciosos "ivos". Mas nenhum post ainda tão inteligentemente construído como a escolha do Ânderson para seu Noir favorito. Tanto que tive que lhe pedir pra trazer do FB pra cá. Por favor, recostem-se a meia-luz e apreciem:



Um Mês, 31 Filmes: Noir, by Ânderson Luiz

Era uma noite quente de outubro, se me lembro bem (e pela quantidade de cerveja ingerida naquele dia é provável que eu não me lembre bem). Eu estava em frente ao computador cuidando da minha vida quando aquela mulher chegou com uma mensagem no meu Twitter: “Não quer participar do meme?”. Tina Lopes era o nome dela. E desde o início eu sabia que era encrenca. Mas o meu faro para o perigo só não é maior que o meu apetite por ele. E decidi encarar a armadilha de frente. A jogada? Escolher alguns filmes entre milhares para figurar numa lista que o submundo chamava de Um Mês, 31 Filmes. E Tina Lopes tinha uma cúmplice, (claro, a encrenca sempre anda acompanhada) Luciana Nepomuceno. Mas quando eu descobri tudo, já estava tão emaranhado nessa rede de intrigas cinematográficas que só me restava jogar aquele jogo infernal. Até que chegou o dia de escolher o melhor filme noir.

   E para não ser vítima nessa trama tive que revisitar OS ASSASSINOS, de Robert Siodmak. Conforme o filme começava, com a paisagem sombria típica do gênero, eu me lembrava do porquê de ter escolhido essa obra. Os acordes musicais dramáticos e estridentes anunciavam que aquele era um mundo sórdido, mas estranhamente atraente.Ter um protagonista que morre (dignamente, diga-se de passagem) logo no início da trama só serve para atrair mais a atenção da platéia, esse bando de abutres ávidos por ver a desgraça de Ole Anderson, um ex-lutador de boxe que cai no mundo crime após se envolver com uma mulher (sempre elas) chamada Kitty Collins. O quebra-cabeças da morte de Anderson é montado pelas várias peças fornecidas por meia dúzia de personagens, formando um roteiro engenhoso (eu diria até diabólico). O diretor chega às raias da genialidade ao mostrar um roubo em um plano-sequência simles e belo, narrado em off por uma voz monocórdia que lê o relato policial frio do caso. Eu vou te dizer, esse caso chega a me causar vertigem. Mas eu vou até o fim. Eu preciso.

   E no fim a mulher fatal interpretada por Ava Gardner (agora vocês entendem o tamanho da bagunça em que me meti) se prova a mulher fatal suprema no leito de morte de seu cúmplice, numa cena que me revira o estômago e me faz desejar nunca ter tido uma conta no Twitter. Quem sabe assim aquelas duas não teriam me encontrado e me arrastado para esse mar de lama. Ou talvez elas tivessem encontrado outro meio. Não sei. Agora não importa mais. Eu estou arruinado. Mas deixo esse conselho: nunca entrem em um meme.

Encrenca. Linda, mas uma encrenca

2 comentários:

Ânderson Luiz disse...

Poxa, Luciana, receber elogios como esses de alguém que escreve como você... ganhei o dia.

Tina Lopes disse...

Caramba, Ânderson, nós é que ganhamos o dia e muito mais com esse texto. Tô rindo à toa. =)

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