segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cartinha

 Trago uma besta 
em meu ventre.
Por fora, linda borboleta.
Por dentro, lagarta esfomeada



Aqui, nesse dia, mês, ano

Eu acordei sentindo falta das tuas palavras que me dizem: desejo. Que ninguém mais leia, gosto de ser um pedaço de carne, só um pedaço de carne. O teu pedaço de carne.  Acordei sentindo. Acordei tuas palavras. Acordei o desejo. Que horas é o futuro?

Tua, na medida da balança, 
um palmo de rabo,

Cangaceira
matuta
jagunça
capivara
caipira

11 comentários:

S. disse...

ai, ai, amiga! ai, ai...

Menina no Sotão disse...

Ah minha cara, suas palavras foram invadindo aqui pelo umbigo, sabe? Encontrando espaços, rasgando pedaços, fez-se um eco e eu fui lá fora atrás de uma boca. Culpa sua...


bacio

Rafa disse...

Foguenta! hahaha...

Bj

Júlio César Vanelis disse...

Pedaço de carne... Quem não gosta de ser, quem não gosta de ter? Acho que esse é o verdadeiro sentido da vida, mesmo que não seja destinado à procriação... hahahaha
Curti o comentário do Rafa! hahahahahahahahahahah
estava com suadades, madrinha... Mas seria um grande desperdício passar por aqui correndo, sabe? E ultimamente meu tempo tem sido meio escasso. Gosto de passar aqui e ficar algum tempo lendo, relendo, refletindo, comentando! Prometo que em julho estarei mais assíduo, ok? XD

Beijo, madrinha linda! Saudadeeesss

cindy disse...

sim, um pedaço de carne, usada, abusada, puta, vagabunda, delirantemente comida!

Palavras Vagabundas disse...

Este é um comentário reclamação!
Esta amiga lê correndo um lindo texto sobre a dor dos outros, como está com pressa, não comenta. Pensa, poxa não posso fazer qualquer comentário, tipo: Oi! passei por aqui, viu me rastro? Não, ela pensa. Vai trabalhar com as palavras da borboleta e logo mais a noite faz um comentário decente. Tuudo bem que o logo mais a noite foi quase madrugada, e quando chega...o que a amiga de asa fez? Coloca outro post!!!! Post afoguetado, sem qualquer dor (aliás já confessado que as dores eram passageiras) e com muito glamour.
Como diz o povo, durma com um barulho desse. Foi o que fiz, fui dormir.
Voltei! Ainda bem que a cartinha continua aqui! Se não eu cortava os pulsos com gilete enferrujada, rs
Como já não sei mais se fico com a dor ou com o riso, só digo: aproveita!
bjs
Jussara

Allan Robert P. J. disse...

Ritmo, sonoridade e reflexão. Gostei.

:)

Caso me esqueçam disse...

ai depois nao sabe porque aparece nos meus sonhos.

ou sabe? ;)

Dona Lô disse...

Bom é ter quem te tenha!
Amei isso, cara!!!

Danielle Martins disse...

alguns dias longe e... ai, ai, ai...

Renata Lins disse...

Ecos.
Encontram-se ecos.
Ecos não procurados.
Esses são os mais perigosos.
Os que nos tomam de assalto.
Subitamente.
Ladrões-ecos.

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