quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Um é Pouco


Eu disse aqui que ler era uma delícia, um prazer e que nãovemquenãotem que esse papo de sem tempo é balela. Pois aí, quem mandou? Amanda (do imperdível Petit Journal de la Porte Dorée) chegou logo chutando a tampa e me desafiando a escolher letras pra ela percorrer. Coragem, teu nome é Borboleta, topei na hora.

Não é fácil indicar livros (mas já fiz a minha primeira parte de uma lista incompleta aqui). Muitas vezes eu nem sei porque gostei de um livro, só sei que há algo na forma como as palavras foram organizadas que não me permite desviar os olhos. Quase sempre eu leio num arrebatamento, mas há livros que eu vou tateando, lenta, lenta, relendo, voltando uma, duas páginas pra ver se é verdade...como? como? como alguém percebeu que aquelas palavras precisavam vir exatamente assim? Porque um livro é a história que ele conta, mas é mais. É o como. 

Claro que me deu vontade de ir no óbvio e recomendar uma bela Clarice e voilá, uma saída com estilo. Mas não, resolvi ser audaz. Então:

Pra começar pela exceção, inicio propondo Sala de Armas, da Nélida Piñon. É um livro de contos que alterna o simples e o extravagante, o real e o imaginado de tal forma que nos enreda. 

Marguerite Duras tem obras impressionantes como A Dor e A Doença da Morte, sem falar de Moderato Cantabile, Emily L., mas o livro que vou indicar é uma releitura de uma história que a própria autora já tinha contado. O Amante da China do Norte, doce, triste, a linguagem do impossível. Bom, bom.

No estilo mais pop, indico com ênfase Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, primeiro da toda deliciosa trilogia Millennium, pra quem tem nervos fortes. 

Mas se a preferência é por um romance de outras épocas, não há dúvida: Bernard Cornwell. Afinal quem mais tem títulos como: O Rei do Inverno, O Inimigo de Deus, O Andarilho, O Arqueiro e por aí vai. Para começar, As Crônicas Arthur.

Para uma línga que parece a nossa e é mesmo! sendo tão outra, tem O Primo Basílio do amigo Eça. Não, não vale procurar a minissérie no youtube.

Gosto muito de O Incêndio de Tróia de Marion Zimmer Bradley, pelo lugar diferente que dá à voz de Cassandra.

Faulkner é daqueles imperdíveis. Mesmo. Aqui proponho Enquanto Agonizo, uma espécie de coletânea de monólogos que nos apresentam uma família levando um corpo ao cemitério.

Do Garcia Marquez  tem Crônica de uma Morte Anunciada, mas eu não resisto aos badalados Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos do Cólera. Como você já gostou de um, quem sabe não gosta do outro?

Tem, do Luis Sepúlveda, o tocante O Velho que Lia Romances de Amor, que devia ser lido nem que fosse só pelo brilhante título. Mas há mais, e tanto, um livro cativante.

Mas a verdade é que, se você não leu O Retrato de Dorian Gray, não há dúvida possível. É este.

11 comentários:

Mila Lopes disse...

Olá linda!

Ando devorando lvros por aqui, bom saber de mais uns...

Bjinhos

Mila

Amanda disse...

Quantos livros, borboleta! Agora que provoquei, vou ter que ler, né! Ahahaha! Não li nenhum desses que vc indicou, mas pelo jeito vou começar pelo ultimo, ja que é o obrigatorio! Adorei, muito obrigada pelas indicações!!! Vou atras!

Deh disse...

Esse livro do Sepulveda me foi apresentado pela minha mãe. É mesmo tocante. Livros sobre leituras e leitores são sempre interessantes e esse em especial é emocionante. Eu num dava nada por ele, simplesinho, comprado em sebo...:)

Palavras Vagabundas disse...

Gostei da sua lista!
Você não pediu, mas aí vai os meus preferidos da sua Lista:
O Amante da China do Norte
O Amor nos tempos do coléra e
O Retrato de Dorian Gray.
bjs carinhosos
Jussara

Atitude do pensar disse...

Os únicos da lista que já degustei foram: O amor nos Tempso de Cólera e o O Retrato de Dorian Gray. Ambos me agradaram muito, principalmente o primeiro.
Quanto aos outros, bateu curiosidade em relação a alguns...
Primeiramente Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, já tinha ouvido falar dessa trilogia Sueca.
O óbvio as vezes é bem vindo e Clarice, cá para nós, é sempre bem vinda, mesmo quando não entra na lista.
Bjins,
K.

Júlio César Vanelis disse...

Ainda não li Cem anos de solidão, nem nenhum outro do Garcia Marquez, já estão na minha lista há algum tempo... Vou linkar esse post nos meus favoritos... rsrsrsrs

Um abraço madrinha, obrigado pelas dicas mais uma vez...
Até o próximo!

Rita disse...

Oi, linda

É de Bradley a saga das Brumas de Avalon que li com tanto gosto; do Marquez também indico os Dez Contos Peregrinos (já que a onda é contos), com destaque para A Luz é Como a Água. Ou qualquer outra coisa que ele tenha escrito. O Primo Basílio é imperdível! Dorian Gray idem e já estou ficando chata. E a quem ainda não se desmanchou com Paula, de Allende, recomendo com força. E esse papo vai longe, mas preciso lanchar.
Bj.
Rita

so sad disse...

dessa lista só li o primo basilio.
outro dia comprei Mrs Dalloway da Virginia Woolf e notei que estava estranho, rs , entao comprei outra edição em "brasileiro" rs.

beijo!

Wonderwoman disse...

Adorei a lista!!! tempo falta... um dia, quem sabe...
estou te seguindo o twitter. adorei te ver lá.
acho que você não sabe quem eu sou, Lá tenho identidade secreta, não sou a WW... @camillamaggo.
beijo grande, borboleta.

Borboletas nos Olhos disse...

Mila,
olha, querendo sugestões é só cutucar...

Amanda, foi um prazer e uma responsabilidade. Lê o Dorian sim, vai...

Deh, eu tb gostei muito...( e também comprei num sebo)

Jussara...e precisa pedir? Adoro seus comentários, sempre!

K., eu me segurei porque já escrevo pra caramba sobre Clarice, né?

Júlio, Garca Marquez é essencial, lê, vai, lê...

Rita, gosto muito de Paula (sim, eu chorei). E você nunca, jamais, em tempo algum é chata...

So Sad, Virgínia é bom demais né? Mas dói um pouquinho...

WW, comofaz# pra seguir uma superheroína?

Joana Faria disse...

Garcia Marques, Sepúlveda, Eça de Queirós... Todos maravilhosos.
Da sua lista, eu concordo: Dorian Gray é o imperdível.
Posso acrescentar um? Ensaio sobre a cegueira do Saramago. Também, imperdível.

Beijos

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