sábado, 25 de dezembro de 2010

É Como Ficção Que Posso Te Amar

Quando você faz 
a minha carne triste 
quase feliz...

Agora é depois. E ela já não sabe mais espalhar sentimento em forma de letra. Ela já não sabe aquietar o sangue, o pensamento, o anseio. Uma primeira vez. Como se faz isso de esperar? Ela não sabe. Ela erra. Ela teme. Ela quer. Sem ar. Esperando. Ela não lembra palavras. Ela não esquece a voz. Ela não lembra eventos. Ela não esquece sentidos. Pressa. Ela tem pressa. Seu tempo é quando.

6 comentários:

Shuzy disse...

Queria que o meu agora já fosse ontem...! Também não sei esperar...

HG disse...

Curta... sinta!

ALEX disse...

Tentei encontrar ou lembrar de algo para este "post" ai vai uma tradução livre do final de CABO DO MEDO"

"quem vive o passado é como morrer a cada dia no presente...eu prefiro viver.."

Um cheiro

Alex Ramos

Menina no Sotão disse...

Preciso dizer: eu amo pretéritos, mesmo sabendo que não podemos viver apenas nele. Mas é como sobrevoar a paisagem num final de tarde com chuva. Digamos que o pretério seja o sol depois que a chuva vai embora. rs
Ai ai ai
Você sempre me faz voar e o chão vai ficando mais e mais longe. Bacio e boa semana pra você.

Ps. Preciso de suas diretrizes para enviar-te o livro. rs

Atitude do pensar disse...

"É como ficção que posso te amar"...
O ínicio desse singelo de palavras fortes, já me dizia que novamente eu me leria aqui nessas palavras.
O antes foi por meio de "O fabuloso destino de Amelie Poulan", meu filme de cabeçeira...a menina da ficção, dos sonhos, dos amores.
Revi fragmentos deste ontem e hoje o amor de ficção...
Porque ficção dói menos.

Júlio César Vanelis disse...

Te juro madrinha... Vc escreve com tanta sinceridade que, nesse texto, eu pude sentir a angústia que você colocou em cada palavra!!!
Lindo texto madrinha!!!

Um beijão... Até o próximo!!!

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