Eu nunca soube o que era um príncipe. Nunca tive dificuldade de aceitar os sapos e demais bichos-homens que me couberam. Mas, também, nunca tive que esperar, procurar, saber. Estavam sempre lá. A pergunta era sempre quando e, nunca, como. Sempre a felicidade. Sempre desejada. Sempre bem amada. É isso: não tenho paciência. Não aprendi a ter. Porque eles estavam lá onde deviam estar. E como eu lhes queria! Como eu lhes queria bem. Depois, muito tempo como par. Sei tanto ser do outro que assusta. Mas isso também passou. Meu resultado: facilidade de dar, facilidade de partir e pouca paciência.
Não aprecio mais os jogos - a não ser os de palavras - e, muito menos, os subterfúgios e procrastinações. Diga, fale. Conte-me os desejos, eu os atendo, será tão difícil de acreditar nisso? Mas, se você cala, calam os meus desejos. Adormeço. É tão fácil partir, isso me amedronta. Nunca mais terei vontade de fazer porto?
Esperar não é o meu forte. Diga. Ou venha. Ou fique. Mas me agrade. Me faça sua menina com flores ou sua concubina. Arrebente minha timidez e me faça corar ou me aprisione em grilhões de sensual vergonha. Eu estou aqui. Mas não sei por quanto tempo. Tic-tac.
8 comentários:
Afinal, o striptease é METAL ou MENTAL????
E pra quê ter paciência?
E pra quê ser tanto do outro?
E o relógio avança tic-tac. tic-tac, tic-tac...
Minha doce borboleta, como o barulho do relógio me atormenta, como não saber dói...
Lindo texto!
que texto lindo Lu! Para quê ter paciência afinal de contas?
...kkkk....eu tb gosto muito dessa música: http://www.youtube.com/watch?v=3GAKkP0b4Y4
Bjosss
Borboleta,
Ai, concordo de-mais. Cansava também.
Bj
Rita
Eu sei n, tú sabe? rsrsrsr
Eu sei n, tú sabe? Alguém?
rsrsrsr
HG, strip mental...a madrugada era alta, engoli o n.
Dani, obrigada pelo elogio e pelo amor.
Gabi, sei lá pra que paciencia...
Turmalina, boa demais...
Rita, pois é, passei da idade.
S. eu sabia, eu sabia...
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