quarta-feira, 9 de junho de 2010

Teu lugar

Para meu amigo Paulo,
pois namorar é preciso, viver não é preciso

Para uma borboleta que fui e que se reinventou,
as mesmas palavras dizem outras coisas


Não tenho medo. Não quero cercas, não quero muro, não quero me defender. Quero ficar exposta, nua, vulnerável. Quero a entrega, a loucura, o desvario. Quero deixar-me levar. Quero estar nas tuas mãos. Quero as tuas mãos, os teus olhos, a tua boca. Há um oceano? Que me importa? Há dias, trabalhos, outras idéias? Que me interessa? Outra cidade, outro estado, outra vida não podem me impedir de desejar ser tua. Não, digo mal, outro mundo - se fosse - não poderia me impedir de ser tua. Ah, eu vivo. Especialista em felicidade, eu vivo. Faço coisas: leio, rio, escrevo, como, durmo. Sigo. Mas falta, em tudo, um sentido, um sabor, um saber, uma cor e emoção que, eu sei, está lá, em partilhar algo contigo. Então, espero. Espero os dias de alegria que virão quando você vier. Sei das dificuldades, dores, distâncias, dúvidas. Sei que você tem um passado e, no passado, dores. Mas sei da certeza de uma amar. Um amar que me fará dizer: aqui é o teu lugar, não essa casa ou essa cidade: meus braços. Teu lugar é em mim.



3 comentários:

S. disse...

"Teu lugar é em mim." Amei isso, sabe? Ah, sabe o amigo? vamos sair daqui a pouco. Deseje-me sorte. Seja ela qual for. Beijinhos fofos.

Insana disse...

Lindo e muito bem mertecido Paulo..

Bjs
Insana

Paulo disse...

Ai, ai, ai, ai, ai....... (suspiro profundo)

:D

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