Dois posts de aniversário seguidos? Pois é, é assim a festa e alegria de se ter amigos queridos. Eu conheci o Antonio no cemitério querido, quando ele ainda habitava não as campas mas a caixa de comentários. Sempre foram divertidas e instrutivas as conversas - e não mudaram quando ele passou a ocupar tumba, melhoraram.
Já esteve em visita entre as borboletas e foi uma grande alegria. Também habita, em letras, minha estante. Grande contador de histórias, Antonio tem seu cantinho particular agora: Circa Júpiter. Bom de ler, bom demais.
Ah, é dele um dos melhores posts de aniversário que já li e reli. Por estas e mais tantas, é com alegria que faço brindes pra este meu querido e revivo um post há muito publicado, mas que não perdeu nem o humor nem o afeto com que o escrevi. Que venham muitas histórias, meu querido amigo e um parabéns efuzivo e carinhoso do lado de cá do Atlântico...
Será o Benedito? ou Mais palavras sobre a lista dos homens que nem de jeito nenhum...
Sobre os erros. Algumas vezes, irreversíveis; em outras, basta deixar o cabelo crescer. Então, errei feio aqui. Esqueci o Benedito. O remorso me consome. Mas, pelo menos, estou bem acompanhada. Mario de Andrade também comovidamente se remói.
Ilustres Beneditos. Benedito é santo. Dos que alimentam com rosas. E dos que mudam o sabor do mundo. Sendo, também, pro vezes, um doce. E é canto. Já estive, até trabalhei. Ciclicamente, exporta rosas.
Acho-te uma graça, Benedito; eu poderia dizer, mas é ele que diz: flautista, regente, compositor. Multifacetado, quando Calixto se dana a pintar, ensinar e a contemplar estrelas. Lúcido e hábil, a ponto de pilotar Bugattis e Mercedes sem sofrer acidentes e lutar, entre outras tantas lutas, como sargento na Revolução Constitucionalista em 32. Sendo também Theodoro, reza pra ser artista, e o é. E ainda ensina, porque maior é este dom. O de Belém, Benedito mestiço de filosofia e literatura, sabia ser crítico - mas não só. Até os inimigos reconhecem-lhe inteligência superior e honestidade ímpar, trazendo também e ainda o nome de Otoni. É Benedito mesmo quando é ainda mais Spinoza. Pode ser, bela e simplesmente, um pequeno deus trovão.
De todo, só me resta, contar que - recebendo tão ilustre visita - só pude exclamar, no espanto que é tão brasileiramente espalhafatoso, mas será o Benedito? Parece que era.

11 comentários:
Não há dúvida que esse nome é bem mais conhecido no Brasil do que em Portugal. Na minha família há vários, entre homens e mulheres.
Adorei o seu espalhafato!
António Benedito Afonso d'Eça de Queiroz
(agora vai o nome inteiro...)
Desconhecia o Afonso! E que bom que gostou (estava, até, um pouco temerosa)...
Oie.
apareci!
beijo.
Nepopop
Beijo...que bom que veio, desnaturado!
Sabe que gosto da forma como relaciona as coisas. Nunca teria me passado pela cabeça essa do Será o Benedito?
Gostei :o)
Sabe que gosto que você goste, é tão bom ir encontrando gostares e gostantes...Qualquer dia termos post "Turmalinda", rsrs
Que encanto esse seu post, Luciana!
Joana
Encanto maior receber visitas assim mortalmente ilustres (hoje estou para rapapés)
Mas será que Benedito?
Beijos cheio de saudade!
Querida Luciana, só você para me deixar quase sem jeito...
Um beijo transatlântico!
Luciana,
UAU!!! Isto é que faz bem conhecer!
Girassóis no seu dia.
Beijos
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