terça-feira, 15 de junho de 2010

As Cores do Amor

O amor, pra mim, é vermelho. Sanguíneo. Desde pequena eu antevia o rubro. Sentia o amor como quem sente a vermelha batucada e não se sabe ao certo onde: no pulso? na garganta? Ah, nos ouvidos. Quando amo, escuto em vermelho.
Mas hoje, não. Hoje, enquanto não é, a não ser em vislumbres, o amor é azul. Como aqui:


E hoje eu cantaria como já foi cantado: eu quero a sorte de um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida... Com um cheiro de mar, sussurrando possibilidades, antevendo mistérios, o amor é azul. O amor é azul como azuis são palavras prometidas, sugeridas, cristalinas em seus segredos. O amor é azul como a seda do vestido da moça em sua primeira festa. E como o cotidiano do jeans. Safira na palma da mão, esse azul amor tem um quê de frio e duro, como se evitasse uma lágrima qualquer. Meu amor azul é amor de amanhã feito vontade hoje.


Pintura em óleo de Manuela Pinheiro.
Encontrei aqui.

Como um espelho do meu sentir, escrevi meu momento perfeito.

5 comentários:

Paulo disse...

Acho que meu amor atualmente é azul também...

Não esse azul que você cita, mas um azul frio, triste...

Distância sucks! Fato!!

Joana Vasconcelos disse...

Lindo de morrer, Luciana, esse seu texto em azul. E olhe que para me distrair por momentos do meu vermelho, só mesmo uma coisa assim ...

ALEX disse...

Você FALOU DO AMOR e ai lembrei

"O amor é como um raio galopando em desafio
Abre fendas cobre vales, revolta as águas dos rios
Quem tentar seguir seu rastro se perderá no caminho
Na pureza de um limão ou na solidão do espinho..."

Um cheiro

Alex Ramos

Rita disse...

Oi... obrigada por me trazer aqui. Adorei. Vou ficar.

Bj.
Rita

Hertenha Glauce disse...

E quem disse que o amor tem de ser vermelho?! Sonhamos com a paixão e a paixão é vermelha... mas podemos sim, amar em azul. Acho lindo!

Azul (Djavan)

Eu não sei se vem de Deus
Do céu ficar azul
Ou virá dos olhos teus
Essa cor que azuleja o dia?
Se acaso anoitecer
Do céu perder o azul
Entre o mar e o entardecer
Alga-marinha vá na maresia
Buscar ali um cheiro de azul
Essa cor não sai de mim
Bate e finca pé
A sangue de rei


Até o sol nascer amarelinho
Queimando mansinho
Cedinho, cedinho, cedinho,
Corre e vá dizer pro meu benzinho
Um dizer assim:
O amor é azulzinho.

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