sexta-feira, 5 de março de 2010

Eu e o Roberto Carlos...

Eu já disse que sou uma pessoa que me emociono fácil? Já. Até com propaganda de margarina? Pois é. Mas vou dizer de novo. Porque é verdade. Isso, entretanto, não desmerece os grandes prazeres, as surpresas e belezas realmente exóticas que de vez em quando aparecem. Eu gosto de gente. E quando tem alguém assim, sei lá, que advinha o jeito certo de aquecer o coração, vixe maria! é bom demais. Tenho amigos assim. Pessoas que sempre me enternecem e alegram. Pessoas que demoram a falar, mas que sabem exatamente a frase certa pra dizer na horinha exata que você não estava esperando. Um exemplo claro e evidente foi o dia que meu dr. me deu o disco da Vanessa da Matta. Nada demais, parece. Um presente. Um presente legal, até. E daí? Daí que era o disco dele, que ele estava ouvindo exatamente naquele instante em que eu disse: ai, que voz linda. E ele: toma, pra você. Assim, na boa. Lindo... (pode não ter sido exatamente assim, essas precisas palavras, mas o que importa é o calorzinho que ficou no coração, sensação boa de que alguém ali naquele instante te ama bem muitão).
Ontem foi assim, pôxa, ninguém avisa: lá vem a emoção! Não, não, eu estava ali, de bobeira, tentando entender como fazer meus alunos entenderem um treco qualquer de metodologia científica, ao mesmo tempo querendo fazer um convite de aniversário legal e lendo as atualizações dos blogs preferidos quando despejam um caminhão de delicadeza bem em cima de mim. Você já recebeu um concerto de violino via skype? Eu já. Não quero nem saber as motivações. Não perguntei nem vou perguntar. Mas estava ali, bem na minha frente, como se o Oceano Atlântico não existisse ou fosse um laguinho de brinquedo. Eu nem consegui falar direito, dizer obrigada ou parabéns era esforço demasiado, fiquei só com cara de boba, coração tuco, tuco, tuco - mas baixinho pra não atrapalhar e a música, a gentileza, o carinho tudo me abraçando, envolvendo, alegrando. Eu sei, eu sei, eu chorei, mas era de alegria, tá? E o mais fofo disso tudo é que foi um concerto de aprendiz, não foi uma apresentação estilo veja como sou bom nisso, foi a pessoa se desnudando, sabe? Coisa boa receber alguém assim, peladão no nosso quarto (era onde eu estava, mas podia ser sala, escritório, tanto faz). Já contei este episódio algumas vezes ontem (afinal não sou baú, né? queria partilhar com outras pessoas que amo), mas acho que só agora, escrevendo, foi que percebi que o que mais me tocou foi mesmo essa entrega, a coragem de mostrar erros e acertos.
Eu, tantas e tantas vezes sou covarde. Só quero mostrar o melhor ângulo, a postura mais correta, o exemplo mais preciso. Talvez nos blogs seja onde chego mais perto do desnudamento porque escrevo e posto sem conferir, corrigir, censurar. Pois então, como no auto da compadecida, só sei que foi assim. Que é assim. Que tenho gente linda por perto. Dou uma sorte danada nisso (e em viagem, já estou fazendo a propaganda, quem quiser me levar de amuleto...). E isso me emociona. E choro. E que venham as propagandas de margarina...

2 comentários:

Aline disse...

Cadê o Roberto Carlos? hehehe

Danielle disse...

acho que ja me apaixonei!!!!
mas Mossoró já é muito longe... kkkk

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...