domingo, 7 de março de 2010

Esquentando os tamborins...

Já, já tem entrega do Oscar. Não assisti nenhum dos filmes que concorrem nas categorias principais, a não ser o inspirado Up!, então me contento com história. Adoro cinema, mas não sou uma estudiosa, gosto do que eu gosto. Muitas vezes escrevi que curto filme antigo, então hoje me dediquei a ler sobre as edições anteriores. Nesse pique acabei fazendo uma continuação da lista de filmes indicados à Aninha e, de quebra, pra minha amiga da sacolinha de euros, que sempre promete e promete assistir mas não sei o quanto sua vontade vira ação. Resolvi escolher entre os que concorreram em melhor filme e/ou melhor diretor.
Não assisti filmes premiados até 1935 (pena) mas já começo indicando o excelente Aconteceu naquela noite (1935). Engraçado e atemporal conquistou melhor filme, diretor, roteiro adaptado, atriz e ator (meu amado Gable). Tem cenas ousadas (para a época, claro, como a que Claudette pede carona mostrando as pernas). Ainda nessa década fico com David Copperfield que não ganhou melhor filme mas tem o excelente W.C. Fields famoso por suas frases sobre uísque e mulheres. Tem ainda O Galante Mr. Deeds com o incrível Gary Cooper dirigido por Capra (dureza,né?), Nasce uma estrela (refilmado depois com Judy Garland), Do mundo nada se leva (dirigido por Capra também, já deu pra sacar que eu sou fã) e Jezebel (salve, incrível Bette Davis). Não vou nem falar de E o vento levou... (não tenho condições sem derramar quatrocentas palavras só pra tratar do talento de Vivien Leigh) concorrendo com O mágico de Oz (melhor música de todos os tempos), A Mulher faz o homem (política e mar de lama e James Stewart, quer mais?), Ninotchka (divertidíssimo, até Garbo ri) e No tempo das diligências (sou fãzona do John Wayne).
A década de 40 tem o óbvio Casablanca e mais Núpcias de Escândalo (o trio Hepburn, James Stewart e Cary Grant) , Farrapo Humano (alcoolismo tratado com arte e brilhantismo), Rebecca um dos melhores roteiros da história do cinema), O Grande Ditador (Chaplin e não digo mais), Relíquia Macabra (Bogart em um filme inesquecível), Por quem os sinos dobram (não pergunte por quem os sinos dobram e tal...Cooper em um de seus melhores papéis), Quando fala o coração (já comentado neste blog), A felicidade não se compra (idem, mas ressalto a direção de Capra e o brilhantismo de James Stewart again), O tesouro de Sierra Madre (outra vez Bogart). 1950 chega com Crepúsculo dos Deuses e A Malvada. Qualquer um dos dois merecia mole, mole o Oscar de melhor atriz. Mas nem Gloria, nem Bette com seus olhos. Pelo menos A Malvada ganhou como filme e diretor...
Amanhã, na ressaca do Oscar, falo sobre a década de 50 e 60 ( e pronto, o resto pra mim é filme novo).

Um comentário:

ALEX disse...

Poxa eu que pensei que sabia alguma coisa sobre filmes!

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