terça-feira, 9 de março de 2010

Chupando Drops de Anis na década de 50

Como é difícil cumprir promessas. E eu, pobre histérica, fico me culpando e achando que alguém se importa se eu listar filmes da década de 50 e 60 ontem, hoje ou nunca. Tolinha. Mas como a consciência não me deixa e eu gosto mesmo dessas coisas, lá vamos nós. Antes, uma explicação, só me autoflagelo no juízo, tá?
O ano de 51 (premiando os filmes de 50 na sua maioria) tem Eve (A malvada) e Sunset Boulevard (Crepúsculo dos Deuses). Eve é um filme com grandes interpretações, principalmente femininas - foram quatro indicações ao Oscar (duas para melhor atriz e duas pra coadjuvante). Margo Channing é um dos maiores papéis que já vi. Belíssimo filme. Sunset Boulevard foi dirigido por Billy Wilder e trata magistralmente de egos, aspirações e decadência. Há coisa mais bela e patética do que Swanson em sua fala: "estou pronta para meu close-up, Mr. DeMille"? O ano seguinte atropela com Sinfonia em Paris (deliciosa locação e Gene Kelly primoroso), Um lugar ao sol (maravilhoso, eu e Chaplin concordamos nisso, ele disse: " é o melhor filme que assisti na vida. registra a supremacia do cinema sobre todas as outras formas de arte". ) e Quo Vadis? que se dá ao luxo de ter entre os figurantes Liz Taylor e Sophia Loren. Depois, tem O Maior Espetáculo da Terra (filme a que já me referi trocentas vezes) e que tem Buttons um dos meus mais queridos personagens de todos os tempos e tem também Matar ou Morrer. Sério, um dos melhores faroestes que eu vi, a marcação do tempo evidente nos vários relógios que vão aparecendo dá um agonia no coração. E os megafilmes não param. A um passo da eternidade é clássico de encher a boca. Além da cena ícone (os dois rolando na areia) tem drama, tensão, ótimas interpretações, trilha sonora linda e uma fotografia P&B de tirar o fôlego. Por isto A Princesa e o Plebeu não teve sorte...Hepburn estava brilhante (Oscar melhor atriz) e Roma é tudo (o centro do centro e tal) mas não deu pra ser melhor filme. Sindicato dos Ladrões (Brando, ai, ai) tem uma das melhores frases do cinema, mas não só. tem roteiro consistente e direção incrível. Oscar de melhor filme merecido, embora Sete noivas para sete irmãos (um dos melhores musicais de todos, todos os tempos) seja um filme agradável e envolvente. Cheguei apenas na metade da década, ainda falta: Os dez mandamentos (épico, cinemão, não preciso nem dizer o quanto é bom), O rei e eu (até hoje refilmado e revivido em musicais e musicais - que eu vou ver em SP, eeeehhhh), Assim caminha a humanidade (último filme de James Dean), Testemunha de Acusação (baseado na peça da Agatha Christie), Suplício de uma Saudade (uma das músicas mais lindas que já ouvi), Doze homens e uma sentença (diálogos brilhantes, 90 minutos no mesmo ambiente e ninguém cansa), Gata em teto de zinco quente (dói assistir, mas é imprescindível), Ben-Hur (11 Oscars em 12 indicações...é mole?), Anatomia de um crime (melhor cartaz de todos e todos, mas não só isso, também interpretações sólidas e um roteiro arrasador). Ui, cheguei ao fim da década de 50. Morta. Depois o povo não entende quando reclamo dos filmes de hoje. Quando que eu faço uma lista assim só entre os presentes na indicação melhor filme/diretor? Pior que me deu baita vontade de rever todos...

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