E a propósito de quê isso tudo? É que tenho um novo leitor. Não sou eu que digo, é ele mesmo, em gentil mensagem em que desculpa suavemente meus arroubos indiscretos. Se eu fosse uma pessoa boa, isso pararia lá mesmo. Mas eu sou fã da Mae West (quando eu sou boa...quando eu sou má...vocês conhecem o resto), então ao invés de simplesmente agradecer a delicadeza, um post. Pois se já ruborizei, cumpre agora fazer por merecer o sangue nas faces. Conheci (por assim dizer) o senhor PN em um acaso, atraída pela palavra Doniphon. E fiquei presa. Presa à potente promessa subentendida de que mais belezas de estilo e verve se colocariam. E se colocaram. Nestes tempos de internet (meu deslumbrado tempo, que a outros já passou, outros não chegaram e há quem simplesmente deixe passar) ainda me parece insólito apreciar palavras e – já que já foi confesso – rosto, de quem sequer me foi apresentado. Sim, como em Orgulho e Preconceito há alguma coisa latente na desinibida Borboleta que fica a esperar ser apresentada antes de colocar o nome do maroto em sua caderneta de danças. Mas este tempo, eu dizia, de não-fronteiras cria falsas(?) ilusões de proximidade e, de tempos em tempos, vejo-me a troçar e a chamar de amigos os desconhecidos de além-mar.
E é assim que este post se transforma em pergunta, meu caro novo leitor, devo voltar à minha pálida e silenciosa audiência em seu cemitério ou já passamos a um ponto outro onde o termo amigo, tão despreocupadamente usado nos facebooks e orkuts, passa a ter um significado de sim, vamos nos falar, conhecer, apreciar?
Um comentário:
"Eu acho que ele não veeeeeeeeem /
Ele não vem nããããããooooo /
Ou será que virááááá /
Será?"
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