quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Verissimamente

Eu me divirto com Verissimo. Com tudo e qualquer coisa, não é à toa que hoje só deu ele em todos os meus blogs. Overdose. Não mata, mas dá uma dor no diafragma de lascar. E Verissimo com futebol...fico sem palavras (mas vou procurá-las e alinho-as aqui, não pensem que vocês escaparam). Outro que eu gosto tratando de futebol é o Nelson Rodrigues, seu livro À Sombra das Chuteiras Imortais tem rompantes metafóricos de uma precisão agoniante, como: Se o Mane deixasse o futebol, choraríamos a sua ausência com uma dor de viúva siciliana.
Mas hoje estou mesmo é luisando. Faz tempo (pode botar tempo nisso, gosto de ter 34anos, ser balzaca, ser do tempo em que se aprendia a ler e escrever com consoante e vogal, estou esperando os cabelos brancos como adolescente esperava o namorado no portão, mas enfim, faz tempo mesmo) eu li na revista Veja (pois é, neste tempo mesmo...) uma crônica intitulada O Louco (eu acho, afinal tenham dó da memória). Falava de um técnico que acreditava que futebol era matemática, lógica. Triangulação pela direita e tal...mas mantinha no time um jogador chamado Louco e que, dizia-se. vivia trancado num quarto escuro ouvindo heavy metal e comendo parafuso. O técnico, durante o jogo todo, insistia na lógica e na razão. Mas, faltando dez minutos, se o time não estivesse ganhando, lá vinha a recomendação: chama o louco. E daí pra frente era bola na área que o Louco resolve. E ele (Verissimo) alertava: olha aí, 30 minutos do segundo tempo...Sei que estou contando mal e porcamente, mas só queria mesmo dar o tom, o mote. Eu fico pensando nos trunfos que tenho pro dia a dia e o quanto eles se assemelham ao Louco, ou seja, na hora do aperto eu conto mesmo é com o imprevisível, jogo a bola pra área e conto com o louco...Só pra concluir, meu amigo das marés, você não pode deixar de ler esta:
http://literal.terra.com.br/verissimo/futebol/ashistorias/ashistorias_centroavantes.shtml?futebol. Roubei um trechinho só pra você ter o gostinho (e ainda estou carinhosa):

Centroavantes, toureadores velhos e mercenários, você os conhece de longe. São sobreviventes de profissão. Estiveram com a morte e voltaram, e têm as cicatrizes para provar. Restam poucos centroavantes no mundo. O jeito desconfiado, os gestos tensos, o cigarro nos dedos nervosos, os olhos cansados, você os conhece (...) Falam do argentino Lombroso, que chutou a cabeça do goleiro para dentro do gol. Não teria sido nada se ele não tivesse saído comemorando.

Um comentário:

Li disse...

kkkkkk
Bom aplicada!!! Vai procurar o texto p/ apresentar p/ amigos!!!
kkkk

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