quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Revisitando idéias...

Estou sentindo falta de duas coisas: falar com minha amiga Patty e ler Ligações Perigosas. O livro está difícil, encaixotado esperando casa pronta pra ressurgir. A amiga está mais fácil, vou importunar no telefone. Estou sentindo falta deles - livro e amiga - porque eles dizem de alguém que sou e que, por tempos, deixei meio de lado. Eu sou alguém que lê e aprecia a Marquesa. Pronto, disse. Sou mesmo. Sou simples, uma pessoa simples, gosto de ser feliz. Nasci meio velha e não tenho muita noção de espaço, sou péssima pra memória visual, não faço idéia se estou gorda ou magra (aliás também não reparo no corpo dos outros muito direitinho não), gosto de sorvete escorrendo no queixo, rir, beber cerveja num dia quente (ou num dia frio, se for com uma boa companhia, de preferência uma cerveja checa ou a boa e velha Stella com minha amiga Aninha), gosto de ler de tudo de Kafka a Barbara Cartland, gosto de ver o mar, de andar de mãos dadas com os amigos, de dirigir a noite com o som bem alto dentro do carro, de fofocar pelo computador, de assistir filme preto & branco e morrer de chorar em filme de guerra. Sou flamenguista e mangueirense. Sou meio homem na minha paixão por futebol, filmes de guerra e beber na rua. Sou muito mulherzinha nos lances "segure na minha mão", "oh! estou perdida", "por favor, me salve". Tenho a alma antiga. Sou uma católica fuleragem mas acredito nas revoluções que a fé pode fazer. Sou uma pessoa da noite, gosto de farra, amigos e a lua me espiando. Sou uma pessoa do dia, gosto de acordar cedo e quase ver o silêncio de tantos ainda dormindo. Gosto de seriados americanos, passo um tempo danado vendo Grey's Anatomy e Friends (mesmo repetido). Não tenho medo do tempo, gosto de rugas e da lei da gravidade. Não tenho medo de ficar só. Mas gosto demais dos meus amigos e sempre espero amizades eternas. Gosto do Chico Buarque e sou capaz de ver a Bethania horas e horas e horas. Eu sou a Graúna, sou Scarlett, sou Michael Corleone, sou Gilda e a condessa descalça, sou o Corcunda de Notre Dama em pleno semi-árido, sou a sombra da voz da matriarca da Roma negra...sou muitas, sou tantas, sou Luciana (algumas vezes em sotaque italiano).

Um comentário:

Aline disse...

E eu adoro você! :)

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