quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Citações

Estou mergulhada em uma lista de filmes pra minha amiga Aninha. Já faz três dias que é pra sair um post com isso mas ainda vai demorar um pouquinho, uma coisa puxa outra, eu começo a lembrar de filmes nos quais não pensava a muito tempo, dá vontade de ver um trechinho e lá vou eu mergulhar em dvds e youtubes atrás de um breve "revival". E tem sido muito bom tudo isso, obrigada amiga. Porque vou me reencontrando nas coisas que revejo. Vou lembrando o que eu gostava tanto e isso me diz de quem eu sou. Sei que estes posts estão muito confessionais, mas é assim que estou me sentindo agora: aberta. Escrevo quase que só pra mim mesma, embora realmente espere que você - amigo, amiga, passante ocasional, leia e comente - porque a solidão não faz medo mas às vezes o eco é mais bem vindo. Enfim, estou felliniana, pronta para imagens barrocas, anões besuntados de óleo, memórias confundindo-se com sonhos. Estou felliniana e transponho sua visão de filme para a vida: um filme é como uma viagem. Ela pode ser planejada, mas os lugares só se descobre mesmo no decorrer da jornada. A vida é surpreendente e a vida é bela. Por isso, Marcelo, come here! Tudo isso que sinto me lembra uma conversa que tive com meu mais recente amigo, que aliás é o mássimo - (já não sei, cara aninha, máximo é com x? gaitadas acompanhando) - sobre viagens, a brevidade da vida, ver novos lugares ou ir novamente por caminhos que já se trilhou. Quando conversávamos estávamos no meu lugar preferido no mundo todo e eu soube ali, naquele instante, que sou uma pessoa que gosta de reencontros. Sim, eu sei que a vida é curta, que só temos uma, que há lugares lindos que eu nem imagino em algum lugar da China, da Malásia, da Austrália. Sei que há um lugarzinho único em algum/cada lugar. E eu gosto de lugares novos, novas pessoas, novas palavras. Mas gosto, também, do conforto do cantinho onde se deixou o sapato da outra vez. Ou seja, um no cravo, outro na ferradura. Não sou de ir apenas no desconhecido. Quero passear de novo pelas mesmas praias, ver as mesmas ruínas, saber que tudo mudou mas que muito permanece o mesmo. É por isso que escrevo sempre sobre as mesmas coisas e, muitas vezes, com as mesmas palavras. Gosto dos filmes que já vi, dos autores que já li, dos amigos com quem já me confessei. Gosto da vida que vivi e gosto da vida que estou a viver.

Ah, quero homenagear meu amigo dr. Paulinho, que agora se dá em palavras pra nós. Fui diretinho buscar minhas anotações sobre Guimarães e acho que essa frase tem tudo a ver com você: "O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem."- Guimarães Rosa

Um comentário:

Liiiah d-.-b disse...

Todos os dias passo por aqui. Desculpe-me por nunca comentar =) Mesmo você tirando o link do Orkut eu sei decorado. Sou tua fã.


Saudade, Lú.
Ass: Mariana.

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