domingo, 31 de janeiro de 2010

Ha qualcosa da dichiarare?(VII)

Antes de partir para a perfeição opulenta de Roma e daí pra elegância de Paris, tenho que dizer a impressão profunda que meu passeio, ontem, a Matera, causou-me. Mas, antes, os pulinhos de alegria. Sim, dei pulinhos no meio da rua...mas, vamos concordar, não é todo dia que se passa, por coincidência, na cidade onde nasceu Rodolfo Valentino. Pois bem, tive meus momentos nos braços do maior amante italiano de todos os tempos. Ok, ok, nos braços é exagero já que eu apenas me pendurei em um dos braços da estátua, mas que delícia. Como todas as histéricas fãs da época eu me vejo aprisionada pela força de seu exagerado e caricatural, mas ainda assim hipnótico, olhar. Foi difícil me arrancarem de lá, mas confesso que valeu a pena. Matera é linda. Perfeita. Uma cidade pré-histórica. Cavernas escavadas na pedra...casas, igrejas, tudo misturado à paisagem de uma forma mágica. Como não pensar em tanta vida vivida, mulheres subindo e ladeiras carregando o cuidado, a comida, o alento de sua família? A paisagem confunde, diferenciando-se de todos as outras paragens italianas que contemplei. Poderia estar em Israel, Jordânia, sei lá. E depois, a cidade nova. Nova? O lado novo da cidade tem idade pra ser avô do Brasil...De novo beleza e beleza, ruas iluminadas de maneira fascinante, as fachadas impressionantes, o suspiro que vez em quando irrompe quando simplesmente dobro uma esquina e as imagens me arrebatam. Estava conversando ontem e minha situação, que dia a dia tento expressar aqui, parece que ficou um pouquinho mais clara. Diante da beleza arrebatadora de Matera meus olhos se nublaram e eu só pude ficar em silêncio, porque as exclamações e elogios eram gastos demais pro que eu estava vivendo e me perguntaram se eu estava triste. Eu tentei explicar (e como é difícil falar de sentimentos em outra língua quando não são os óbvios estar apaixonado ou sofrer muitíssimo) e a comparação que me veio é que a Itália me parece uma pessoa de quem gosto muito, um amigo com quem não encontro a décadas e quase me esqueci de dos vínculos, mas que, ao encontrar, que alegria, que cumplicidade, que confortável! Sei que isso tem relação com uma infância/juventude imersa em livros e filmes...Enfim, pessoalmente aprofundamos meus queridos que me acompanham nessa jornada. O que sei é que a Fontana di Trevi me espera. Ficaremos hospedada no que foi definido como o centro do centro do centrodo mundo. Não posso discordar. E depois, Paris, mas isso já é outra história que depois conto!

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