quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Up - Altas Aventuras

Bom, quem não viu o filme e realmente se importa de conhecer detalhes (mínimos, eu não conto o fim nem nada assim) antes de assisti-lo, não leia. Pra mim, foi um filme completo. Eu ri e chorei. Chorei de verdade, comovida. E olhe que assisti duas vezes, sempre com o mesmo impacto. O uso das cores é brilhante. Os personagens são carismáticos. E os cachorros são realmente incríveis, um show à parte.
O que mais me comoveu foi a relação do casal e a noção de aventura na vida deles. Quando ele folheia o álbum dela e percebe que a vida foi intensa e completa, puxa! é exatamente isso que quero pra mim. A vida não tem que ser difícil e aventura não significa apenas escalar o Monte Everest. Arriscamos todos os dias nosso coração e paz de espírito, mas é justamente isso que torna a vida rica e encantadora.

Gosto do velhinho ranzinza, gosto do jeito que ele estala as costas e me lembra tanto o meu bem amado. Gosto de pensar que, quando eu morrer, ele (meu bem amado, não o velhinho) vai ficar bem, um pouco pelo que vivemos juntos e que o acompanha, mesmo depois. Uma das partes que mais me tocou foi quando Carl e Ellie se conhecem e ela dispara a falar e a ocupar todos os espaços da vida dele e ainda diz, na maior inocência: "puxa, você é caladão! Gosto de você!" (não sei se são exatamente essas as palavras mas o sentido é esse). Às vezes atropelo mesmo meu amor, tenho tanta sede de agradar, de mostrar que sou sabida, que posso contribuir, sei lá...simplesmente quero me "amostrar" pra ele. Sou um caminhão. Quase sempre ele ri. Algumas vezes reclama, geralmente quando está impaciente com o mundo e eu sou seu mundo, ali, perto e acessível.

Outro personagem convincente e muito, muito cativante é o Russel. Carente a ponto de você querer colocá-lo no colo, com sua resiliência infantil logo está se divertindo e se admirando com o mundo. Foi reconfortante e inspirador conhecê-lo. Eu sempre procuro me lembrar que a vida é espantosamente admirável e que sou muito feliz. Procuro reconhecer minha felicidade no exato momento em que ela me está acontecendo. Sou um pouco saudosista, mas não quero ser isso exclusivamente.

Para mim foi um filme sobre a necessidade de percebermos que a aventura da vida é a própria vida e os relacionamentos que conseguimos construir. Que intensas emoções não estão lá fora, esperando pra serem vividas, estão na relação entre eu e o meu mundo, minhas pessoas especiais. Entre eu e você, que se dispõe a me ler e, às vezes, até gosta do que escrevo. Hoje, meu convite é esse: vamos viver altas aventuras simplesmente escrevendo aqui e partilhando a alegria de nos conhecermos...

3 comentários:

Dani disse...

Não tenho preoblema algum em me mostrar mas lembrando a poesia de Cecília... Quem sou?
Texto lindo, deu vontade de assistir ao filme.
Beijinhos!

Silvia Varela disse...

oi amiga,

fico feliz em saber que a gente se faz presente nas nossas aventuras de vida.

beijo grande do tamanho do meu amor...

Aline disse...

Vou deixar pra ler depois de ver o filme!! hehehe

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