terça-feira, 8 de setembro de 2009

Voltando...

Estive fora, por aí, borboletando em outras searas que não a das palavras. Estive contemplativa. Ausente, talvez de mim mesma. Estive triste e agora estou feliz. Muito triste. Muito feliz. Nenhum dos dois estados me conduz à escrita. Quando estou muito triste não me reconheço, não sei quem sou: eu só sei de mim alegre, eu sou uma pessoa alegre. Triste demais eu me recolho feito caramujo, protejo-me, desapareço. Muito feliz eu não chego perto do computador, fico em fase maníaca, tô na rua, correndo, dançando, girando. Sei que meus amigos talvez se inquietem com este preâmbulo, mas não há motivos. Eu me agoniei com o futuro, tive medo das minhas passadas, das trilhas escolhidas, dos riscos. Tive medo do mundo ser grande demais pra mim. Estava esquecida que eu não sou uma só, que eu sou muitas porque sou com todos que me amam. Respirei e estou pronta pra mais. Mais riscos, mais planos, mais mudanças.
Eu não tenho dúvidas de que Vinícius estava completamente correto: "é melhor ser alegre que ser triste, a alegria é a melhor coisa que existe, é assim como uma luz no coração." Mas também recordo que ele anunciou: "porque a vida só se dá pra quem se deu, pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu". Então, eu me entrego ao que a vida me apresenta. Se é lágrima, vamos lá. Este domingo tive um papo dos mais divertidos com um casal amigo muito querido e um dos tópicos que encontramos extrema identidade foi sobre viver. Viver, simplesmente. Gostar de estar vivo, curtir estar com quem gostamos, olhar o tempo, ler um livro, rir e beber uma cerveja. Concordamos que não precisamos de muito, não precisamos de futuro, não precisamos de coisas (ressalte-se que precisamos, sim, de carro e casa, de money pra comprar a cerveja, precisamos de trabalho pra ter salário e pagar as despesas de existir). O que estávamos conversando é que não precisamos do além que faz com que tantos não tenham tempo pra simplesmente perceber que estão vivos. Okay, eu não vou a Europa tão cedo (talvez nunca). Não vou andar num carro zero. Não terei móveis únicos e projetados. Mas o que eu quero mesmo é tempo pra ler um livro, olhos pra ver meu filho crescer, mãos pra enlaçar as do meu amado. Assim pensando, volto à tristeza e à Vinícius pela última vez neste post: "é melhor se sofrer junto que viver feliz sozinho".

3 comentários:

ALEX disse...

Concordo, por isto costumo dizer que:
“Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi.."

UM CHEIRO!

Aline disse...

Ai que saudades. Devo confessar que enquanto você teve essas fases (posso dizer assim, fases?) eu tive também as minhas: porque ela está distante? Umas horas concluí que estarias alegre. Outras, tinha quase certeza que era tristeza, problemas. Até cheguei a pensar que você tinha enjoado do blog! Rsrs. Mas você voltou radiante, e esse será um dos posts que vou voltar aqui pra ler e reler. Te amo!

Dani disse...

Que saudade de voar com "minha" borboleta, como era de se esperar o retorno foi brilhante e se foi de alegria ou tristeza? Foi você! Te adoro!

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