sábado, 8 de agosto de 2009

Meu Pai

Amanhã é dia dos pais. Bom, conheço muitos pais incríveis e dignos de nota. Sei também uma ou duas coisinhas de psicanálise sobre a função paterna e sua relevância na estruturação da subjetividade. Mas não vou tratar disso. Vou falar do meu pai. Aviso logo que sou edipiana, mas totalmente justificada. Meu pai é bom. Verdadeiramente bom. Com ele aprendi valores que me fazem um pouco estranha no contexto atual mas que também me dão muita paz e amor próprio. A bondade do meu pai é de difícil definição mas fácil percepção. Está no seu olhar, na sua generosidade, no seu sorriso franco, na sua palavra direta, na sua inteligência aguda. Sua bondade está onde ele está. Meu pai é meu porto. Me sinto segura só de saber que ele existe. Não tenho medo da vida, da morte, das outras pessoas, de desafios. Se ele disser que eu posso, é porque eu posso. Eu sei que eu sou linda porque vi isso no olho do meu pai. Eu sei de muita coisa porque aprendi com ele. Meu pai tem jeito de sertão. Ele é simples, direto, acolhedor. Quando eu era pequena ele me chamava de bacurinha e eu me sentia uma princesa, pode? Hoje, ele me chama de antonia...meu pai me autoriza. Ele me deixa ser o que sou, desajeitada, rápida em algumas coisas e muito, muito lenta em outras. Ele me diz, com seu jeito, que eu mereço ser amada, não apesar disso, mas também por isso. Meu pai sabe das coisas. Eu nunca perdi aquela sensação infantil que meu pai é super. Eu preciso dele. Muito. Eu o amo. Aliás, aprendi a amar também com ele. Amando-o. Eu desejo sinceramente um feliz dia dos pais a ele. Desejo mais, desejo fazê-lo feliz, eu sou feliz hoje, por tê-lo na minha vida.

4 comentários:

Aline disse...

Snif... que lindo!!

ALEX disse...

PARABENS!
Bom também TENHO UM SUPER-PAI e queria aproveitar o espaço e dedicar uma canção para eles, PODE NÉ?
MEU VELHO
Altemar Dutra
Composição: (José / Piero – Vs. Nazareno de brito)
É um bom tipo meu velho
Que anda só e carregando
Sua tristeza infinita
De tanto seguir andando
Eu o estudo desde longe
Porque somos diferentes
Ele cresceu com os tempos
Do respeito e dos mais crentes
Velho, meu querido velho
Agora caminha lento
Como perdoando o vento
Eu sou teu sangue meu velho
Teu silêncio e o teu tempo
Seus olhos são tão serenos
Sua figura é cansada
Pela idade foi vencido
Mas caminha sua estrada
Eu vivo os dias de hoje
Em ti o passado lembra
Só a dor e o sofrimento
Tem sua história sem tempo
Velho, meu querido velho
Agora caminha lento
Como perdoando o vento
Eu sou teu sangue meu velho
Teu silêncio e teu tempo
Velho, meu querido velho
Eu sou teu sangue meu velho
Teu silêncio e teu tempo
Velho, meu querido velho

Ana disse...

Ja disse pessoalmente que esse texto ta lindo, agora estou oficializando.

P.S.: Ja viu como esse negocio de verificacao de palavras ta ficando engracado? A palavra desse eh "idfandad"...

Anônimo disse...

Eu lembro do seu pai... Manolito. ainda guardo um presente que ele deu para mi...
Abrazo. Ricardo.

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