quinta-feira, 25 de junho de 2009

Todos sabem onde está a bebida ou... O Romance

"Todos sabem onde está a bebida. O problema não é encontrar a bebida, o problema é enfrentar Capone". Faço esta citação de cabeça, então não sei se está exata, mas o sentido está preservado. Eu acredito que, muitas vezes no amor, é isso que acontece. Nós sabemos onde está o problema, mas fazemos de conta que não, com medo de enfrentar nosso gangster particular. Neste aspecto, sinto-me como Malone, estava quieta no meu canto até que a verdadeira necessidade de agir se colocou. Fui convocada pelo nosso amor. Depois disso, mesmo com sangue, bala, medo, estive sempre no campo de batalha. Não receio nossas fraquezas nem as incertezas do nosso amor. Pensando bem, o filme Os Intocáveis rende muita metáfora para o meu estar apaixonada. Primeiro, ele é cheio de cenas grandiosas: a primorosa e referenciada cena da escadaria, a sequencia do tribunal, a cena da ponte canadense, o doloroso assassinato de Malone, enfim, como o nosso amor, com tantos momentos antológicos. Mas é também um filme pra se ouvir. Diálogos marcantes, silêncios inesquecíveis, trilha sonora primorosa, como nosso dia a dia onde falar de tudo e nada se torna importante. E os detalhes. O filme é cheio de detalhes, a referência à São Judas e às causas perdidas, a decoração da casa de Malone, a inocência da família de Ness, a ousadia do personagem de Andy Garcia, todo um pano de fundo que dá consistência e força à narrativa. De novo, repito, como nosso relacionamento, onde o "passa o pão" enriquece e embeleza o sentimento. Uma das coisas que mais me toca é a cena em que Malone e Ness enfim resolvem que sim, vão enfrentar Capone, juntos pro que der e vier. Eles estão em uma igreja, porque um empreendimento destes, fala sério, só na base da fé. Como amar. Só acreditando é que permanece. É preciso coragem pra amar e é preciso fé. Na gente, no futuro, no próprio amor. Alguém pode dizer que eu me derreto demais (minha irmã, por exemplo) que prego uma submissão branca e outras coisas quaisquer. Lembro do capitão da cavalaria olhando para Malone e o repreendendo: "eu não aprovo seus métodos!". Ele está certo, claro. São métodos horríveis. Mas respondo como Ness: "você não é de Chicago!".

2 comentários:

Liana disse...

muito menos meloso, graças a Deus, mas com a mesma paixão e a consistência de sempre. Não vejo a hora de você rever E o vento levou e encher esse blog de metáforas e Clark Gable...

Contra a Maré disse...

Nunca conseguirei assistir um filme como a Lu assiste... não ficou para mim... Perfeito

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