terça-feira, 23 de junho de 2009

Take my breath away

Acho que já falei sobre isso, afinal lhe falo sobre tudo mesmo. Mas faz tempo, e eu estive pensando de novo sobre isso enquanto estamos em capitais distintas. Então, conto de novo. Uma pessoa que me conhece bem, uma amiga muito querida, disse uma vez que não era normal a forma como eu me sentia em relação a você, como nosso relacionamento se desenrolava. Ela reclamava: pôxa, lutti, entra ano e sai ano e toda vez que eu pergunto do Roberto você continua apaixonada. Não é assim que acontece! As pessoas se apaixonam e ficam juntas e essa paixão vai virando outra coisa, mais certa, menos arrebatada. Você não, sempre com essa febre (não posso garantir que as palavras foram exatamente estas, mas o sentido era justamente esse). Sim, eu estou sempre apaixonada por você. Febril. Meu corpo queima e, tal qual a música religiosa, sinto que me puseste uma brasa no peito. Cega de paixão. Tudo que você faz é o mais é o mais certo, o mais bonito, o mais gostoso. Minha vida gira ao redor da sua, como satélite eu me quedo ao teu lado. Eu nunca me pergunto sobre a gente, eu apenas sei que devemos ficar juntos e sigo fazendo justamente isso. Não há questões, nem ressalvas, nem perguntas no meu amor. Só a certeza de querer você. É claro que estar apaixonada também me deixa destrambelhada e é complicado passar tanto tempo assim sem rumo. Fiquei espaçosa, perturbo você, exijo, reclamo, invado. Meu amor/desejo/querer nunca amadureceu o suficiente pra dimensionar nossos espaços. É sempre pra mim uma fome, uma ânsia, um grude. Ao mesmo tempo esta paixão que não murcha, não recua, não cede, não se esvai, me deixou sábia sobre nós. Sempre tive um talento para situações amorosas, uma vocação para o amor. Eu sempre lembro a você que lhe amar é o que eu sei fazer melhor. Nossa relação me deixou expert em nós mesmos e na nossa forma de estar juntos. Eu simplesmente sei o que devemos, ou não, fazer pra continuarmos nos querendo. Fui evitando as pontes e pulando os abismos, fui desviando dos atalhos e construindo as estradas. Temos uma história que tem de tudo: situações de comédia, momentos épicos, suspense, tensão dramática, teor erótico, romance...Enfim, uma história difícil de abandonar. Sim, eu continuo apaixonada por você como nos primeiros dias, ainda me falta o ar quando lhe vejo se aproximando, ainda me esquenta a pele sua mão na minha, ainda me amolece a perna um sussurro no ouvido, ainda me faz chorar um atraso de 10 minutos ou um celular desligado, ainda canto arrumando a cama antes de você chegar, ainda quero ficar ouvindo você falar por horas, ainda anseio pelo seu anseio, ainda fantasio, desenho corações em guardanapos e escrevo longas cartas de amor, como essa, sem saber sequer se você vai ler...

5 comentários:

Liana disse...

eca... meloso...

Contra a Maré disse...

Li(o post, não o comentário rsrsrs) e fiquei pensando... que mal há nisso? As vezes a interpretação do jogo entre mutável e imutável, entre o que é perene e dissolúvel está na medida de quem mede. Lu é uma mulher de opiniões, só que todas elas imutáveis, enquanto são. Esse amor lindo kkkk é assim mesmo. Até parece, cá na minha casa temos 10 anos de casados e uma ligação mal atendida gera beicinhos e soluços... que mal há nisso?!? Feio mesmo é não amar...

Adryana disse...

Eu também sou assim... meu coração (barriga) ainda gela, quando vejo no meu celular uma ligação dele...

silvia varela disse...

oi Lu,
faz tempo que acompanho seu blog, e sempre me emociono com suas palavras... mas hoje vc foi tão definitiva, tão linda essa declaração de amor... obrigada amiga, por me fazer crer novamente na beleza de amar...

beijos

ALEX disse...

Desculpe a minha impertinência, mas não seria este UM MOLHO A MAIS NO SEU RELACIONAMENTO??

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