sexta-feira, 19 de junho de 2009

Meninas

Eu tenho reservas de escrever sobre amigos e amigas porque sempre parece que estou preterindo alguém. Os que já passaram por aqui foi por ação direta deles (Aline, por exemplo, solicitou um post sobre livros e ganhou participação especial nele). Mas hoje abro meu coração e vou homenagear todas as amigas que tenho de forma indireta no power point que segue e três amigas de forma direta no texto que vem depois. Podem me perguntar o motivo, mas eu não sei responder. Talvez proximidade nestes dias, talvez afinidade. Ou, como diz minha irmã, porque eu quero e pronto.


Adry, Dani, Hertenha...especiais de formas diversas. Conheci-as, todas, em momentos muito distintos. Hertenha foi a primeira. Eu era menina ainda, grupo de jovens, projetos para mudar o mundo. Sei que meu mundo mudou e pra melhor com os amigos que fiz neste tempo. Hertenha é riso, partilha, certeza. Posso ligar a qualquer hora, eu sei, quase não ligo, mas poderia. Minha amiga é uma estrela, mas que generosidade em repartir seu brilho. Ela encanta e aprisiona. Toda as vezes, mas todas as vezes mesmo, que encontro com a Hertenha, recordo a música Amizade Sincera de RenatoTeixeira. E me dá especial vontade de cantar aquele trecho: Os verdadeiros amigos, Do peito, de fé, Os melhores amigos...Não trazem dentro da boca Palavras fingidas ou falsas histórias Sabem entender o silêncio E manter a presença mesmo quando ausentes Por isso mesmo apesar de tão raros Não há nada melhor do que um grande amigo...

Adry veio em outro grupo. Na faculdade. Desde a primeira vez que a vi eu soube que deveríamos ser amigas. Demorou a acontecer, mas não por falta de amor. Falta de jeito mesmo, uma não ia a outra não vinha e ia ficando por isso mesmo. Mas depois que se abancou não há mais forma de separá-la de mim. Seu riso é pra mim alegria e sua dor, qualquer dor, me dá vontade de gemer junto. Eu nem sei manifestar direito o tanto que gosto dela, às vezes tento com abraço, outras com palavras, às vezes só fico parada perto, torcendo pra ela saber. E ela sabe. Uma vez esqueci um depoimento pra ela no orkut que dizia assim (é isso aí, sou do tipo que escreve no orkut):Adry é iluminação. Um sorriso que é maior que o mundo, maior que o tempo, maior que ela mesma. Uma mulher de beleza plena, serena e menina, faceira. Zoeira. Adry é festa, celebração. Em sua casa, em seus abraço, em seu coração tudo fica mais alegre, tudo fica possível, tudo fica tangível. Eu sei que não cheguei a conhecer Adry. Eu a reconheci. Olhei e vi que já a amava, que já éramos amigas, que já sabíamos uma da outra, apenas não tínhamos nos encontrado ainda. E fui ficando. E ela me aceitando. Ela é assim, generosa. Aceita a presença, a demanda, o pedido. Aceita os silêncios, ausências, demências. Aceita, acolhe, acalenta. Amar a Adry é um prazer, uma sorte, uma felicidade. Não retiro uma palavra.Se pudesse acrescentaria.

E a Dani. A dani foi um presente que ganhei em Maranguape (tem também a Aline que veio no mesmo kit, mas ela já pintou antes por aqui). A dani humilha as amigas. Eu explico: se houvesse uma descrição de superamiga poderia ser resumida em dani. Ela não esquece nenhuma data importante, liga toda semana só pra saber como você está, está disponível sempre seja pra uma grande farra seja pro pranto mais sentido, é habilidosa, bem humorada e inteligente. Seu pensamento é rápido, sua língua um pouco menos (pouco mesmo) e sua presença é garantia de conforto. Ela humilha porque é uma amiga maravilhosa e eu não chego nem perto dela. Surpreendentemente ela gosta de mim (aliás surpreendentemente consigo manter uma porção de gente legal gostando de mim, inclusive você, amor da minha vida, pra quem escrevo cada palavra que conheço e as que invento também) e faz todas essas coisas incríveis de amiga comigo e pra mim. Ela dá sentido às palavras de Vinícius:
Soneto do Amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com os olhos que contem o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual à mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

7 comentários:

Ana disse...

Adry eh minha amiga de bodas de prata, comadre, conselheira, porto-seguro, a irma que nunca tive. Uma mulher linda, com tranquilidade de leoa (mesmo com tempestades devassando tudo por dentro), amorosa, sabia: a prova sao Clarice e Arthur - as criancas mais incriveis desse lado da galaxia - e nos, seus amigos, que adoramos estar perto dela, so estar perto...

Adryana disse...

Como é que vcs duas me fazem chorar as 8:22 da manhã! Vcs sabem que apesar de eu já estar trabalhando, ainda não acordei...
Eu é que agradeço a Deus todos os dias o presente/benção de ser querida por vcs. Amo, amo, amo...

Adryana disse...

Lu, cá pra nóis, tu "esqueceu" um depoimento pra mim? Te amo...

Borboletas nos Olhos disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkk, onde tem esqueci, leia-se 02:30hs da manhã e um pouco de Freud. Aliás não sei porque o fuso horário do meu blog é atrasado.

Anônimo disse...

Concordo com a Adry, fazer chorar assim e não está perto pra dar colo não vale... Não é dificil ser amiga de pessoas como você, eu não "humilho" ninguem, quando eu ligo, vou atrás é puro egoísmo, eu é que estou querendo carinho... Bjs!
Dani

Liana disse...

AAAHHHNNNNN

nem me deu suco....

Aline disse...

Snif, tb me emocionei!!falar das amigas é mesmo como no vídeo: nos deixa insuportáveis, às vezes ficamos repetindo, repetindo o qto as amamos... nos tornamos verdadeiras babonas!!

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