sábado, 9 de maio de 2009

Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto

Sexta, e a madrugada me parece cheia de promessas. Sei que vou ficando mais perto de estar com você e meu sangue se agita em antecipação. De perto, ninguém é normal. Longe de você são demônios que me açoitam a alma. Fico possessiva, persecutória, imaginativa. Ouço tua voz e tudo passa, me sinto amada e acalentada, mas quando a voz esmaece vejo tantas possibilidades de distância que a garganta fecha em espasmos de desespero. Sou dramática, filmes demais, livros demais, músicas demais. Exalto-me em paixão e em paroxismos de angústia. A seguir tempos de calmaria, liberdade, companheirismo. Sou aquela que impulsiona, apóia, liberta. Um dia, você disse, a que alucina. Sou assim e assim nos amamos. Mas não sou assim estática, você não precisa se assustar. Sou, em movimento. Mudando, pra ser cada vez mais eu sendo cada vez mais a mulher (in)certa pra você. Assim, fico a esperar ser mais a mulher que você já ama mesmo sem eu ser toda. E as sextas me ajudam a me aproximar senão dessa mulher, pelo menos de você.

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