quarta-feira, 20 de maio de 2009

No amor só duas coisas contam: corpos e palavras

Esta frase de Joyce Oates me leva a te escrever. Afinal, nossos corpos estão no exílio. Corpos afastados, impedidos de trocar um olhar, de tocar a mão um do outro para chamar atenção, de um leve toque nos lábios para dizer boa noite. As palavras são insuficientes mas são o que nos resta, então, dedico-me a elas. Procuro aquelas que se aproximem dessa fome, dessa imensa solidão de estar só de ti. Palavras que abracem, aconcheguem, apóiem, exijam, incomodem, alegrem. Palavras que se tornem quase tangíveis, que me representem diante de ti. Tipo: amo, ternura, toque, calor, mãos, não, sim, concordo, paixão, porque, dormir, cama, vamos, certo, amanhã, quero. E o corpo espera. Espera o encontro, o abrigo, espera a vez dele. Espera, principalmente, o tempo que virá em que não precisará esperar tanto. 

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