Eu leio. Lembro de pouquíssimas coisas da minha infância (ai, que histérica!), mas me recordo de desde sempre gostar de ler. Leio quase tudo que me cai nas mãos, leio besteirol, leio clássicos da literatura, leio revistinha em quadrinhos, leio jornal, revistas, leio Sidney Sheldon e leio Kafka. Algumas pessoas supõem alguma erudição ou sapiência em mim. Bobagem, leio porque é divertido. Claro, tem alguns beneficios, meu repertório linguístico é até bem desenvolvido e devo isso tanto a Machado de Assis como às inúmeras Biancas e Sabrinas que li (e leio até hoje se me caírem nas mãos). Uma dos tipos de leitura que eu mais curtia eram os "livrinhos de cowboy". Eu amava. O herói, sempre solitário na sua dedicação ao que é certo. Os duelos, as paixões sempre bem resolvidas no final, a clara percepção do que é ético e justo. Escondia uns três desses atrás da pia do banheiro e quando ia tomar banho ficava lá, lendo escondida. Escondida de quem eu não sei dizer porque meus pais nunca me proibiram de ler nada, nadinha. Li kafka antes de saber que era difícil. Na época, gostei muito. Hoje, já acho complicado, difícil, confuso. Devo ter ficado menos esperta. Leio no cinema, leio enquanto o sinal está vermelho, leio quando espero, leio antes de dormir, leio, leio, leio. Fico triste quando vejo pessoas que dizem que não gostam de ler. E, pior, dizem isso com orgulho, como se fosse um mérito, uma realização, uma particularidade interessante. Eles têm menos possibilidade de ser, como na canção, herói, rei, bedel, juiz, noiva do cowboy, princesa, bicho. Eu tenho fome dos meus autores preferidos. Leio e releio Agatha por anos seguidos e suas palavras sempre me parecem frescas e interessantes. Clarice me enternece, não importa quantas vezes água viva escorra em minhas mãos. Darkover tornou-se uma das minhas referências culturais. E só sosseguei meu facho quando tudo que eu pude ler de Machado de Assis foi lido. Torno-me fiel. Devotada. Espero ansiosa os lançamentos da série Mortal. Li tudo da Tess Gerritsen e anseio por mais. Não deixo Veríssimo por quase nada nesse mundo. Ler me dá paz de espírito. Ensina. Enleva. Anima. Ler me dá referências sobre quem sou e quem posso ser. Dá limites éticos, oferece questões existenciais. Ler é legal. É curtição. Apresenta lugares, pessoas, sonhos, épocas, comportamentos que eu jamais conheceria se não lesse. E jamais me conheceria também. Gosto de filmes, qualquer dia falo disso, mas os livros, ah, os livros nunca me cansam, nunca se repetem, são sempre confortavelmente os mesmos sendo sempre diferentes pois eu sou outra quando os leio, capaz de entender e aprender de forma distinta. Ler me ensinou a amar. Ensinou o meu jeito de amar. Foram os livros que me ensinaram sobre as grandes dores do amor, sobre os sacrifícios, as traições, o ressurgimento. Os livros me contaram sobre a falta de ar, de chão, de jeito, dos apaixonados. Foi lendo e lendo que eu fui sendo quem ama você. E com livros nós temos nos mimoseado estes anos todos. Os livros deixaram de ser só o que dizem, mas sua própria concretude é vivida como abraço, beijo, cuidado. Eu ganho livros de você. Eu os leio. E vou sendo mais eu, sendo mais nós, sendo mais.sábado, 14 de novembro de 2009
Eu leio sim...
Eu leio. Lembro de pouquíssimas coisas da minha infância (ai, que histérica!), mas me recordo de desde sempre gostar de ler. Leio quase tudo que me cai nas mãos, leio besteirol, leio clássicos da literatura, leio revistinha em quadrinhos, leio jornal, revistas, leio Sidney Sheldon e leio Kafka. Algumas pessoas supõem alguma erudição ou sapiência em mim. Bobagem, leio porque é divertido. Claro, tem alguns beneficios, meu repertório linguístico é até bem desenvolvido e devo isso tanto a Machado de Assis como às inúmeras Biancas e Sabrinas que li (e leio até hoje se me caírem nas mãos). Uma dos tipos de leitura que eu mais curtia eram os "livrinhos de cowboy". Eu amava. O herói, sempre solitário na sua dedicação ao que é certo. Os duelos, as paixões sempre bem resolvidas no final, a clara percepção do que é ético e justo. Escondia uns três desses atrás da pia do banheiro e quando ia tomar banho ficava lá, lendo escondida. Escondida de quem eu não sei dizer porque meus pais nunca me proibiram de ler nada, nadinha. Li kafka antes de saber que era difícil. Na época, gostei muito. Hoje, já acho complicado, difícil, confuso. Devo ter ficado menos esperta. Leio no cinema, leio enquanto o sinal está vermelho, leio quando espero, leio antes de dormir, leio, leio, leio. Fico triste quando vejo pessoas que dizem que não gostam de ler. E, pior, dizem isso com orgulho, como se fosse um mérito, uma realização, uma particularidade interessante. Eles têm menos possibilidade de ser, como na canção, herói, rei, bedel, juiz, noiva do cowboy, princesa, bicho. Eu tenho fome dos meus autores preferidos. Leio e releio Agatha por anos seguidos e suas palavras sempre me parecem frescas e interessantes. Clarice me enternece, não importa quantas vezes água viva escorra em minhas mãos. Darkover tornou-se uma das minhas referências culturais. E só sosseguei meu facho quando tudo que eu pude ler de Machado de Assis foi lido. Torno-me fiel. Devotada. Espero ansiosa os lançamentos da série Mortal. Li tudo da Tess Gerritsen e anseio por mais. Não deixo Veríssimo por quase nada nesse mundo. Ler me dá paz de espírito. Ensina. Enleva. Anima. Ler me dá referências sobre quem sou e quem posso ser. Dá limites éticos, oferece questões existenciais. Ler é legal. É curtição. Apresenta lugares, pessoas, sonhos, épocas, comportamentos que eu jamais conheceria se não lesse. E jamais me conheceria também. Gosto de filmes, qualquer dia falo disso, mas os livros, ah, os livros nunca me cansam, nunca se repetem, são sempre confortavelmente os mesmos sendo sempre diferentes pois eu sou outra quando os leio, capaz de entender e aprender de forma distinta. Ler me ensinou a amar. Ensinou o meu jeito de amar. Foram os livros que me ensinaram sobre as grandes dores do amor, sobre os sacrifícios, as traições, o ressurgimento. Os livros me contaram sobre a falta de ar, de chão, de jeito, dos apaixonados. Foi lendo e lendo que eu fui sendo quem ama você. E com livros nós temos nos mimoseado estes anos todos. Os livros deixaram de ser só o que dizem, mas sua própria concretude é vivida como abraço, beijo, cuidado. Eu ganho livros de você. Eu os leio. E vou sendo mais eu, sendo mais nós, sendo mais.quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Coração na mão
Ando sentindo muitas coisas e sentir tanto assim parece que assusta as palavras. Elas andam meio escondidas e, mesmo neste momento, comparecem à contragosto, apenas pela vontade que lhes imponho. Desta forma, não as espero arrumadas nem animadas. Mas estão aqui e isso deve ser suficiente. Vai completar um ano que moro em outra cidade e ainda sinto como se estivesse de passagem e isso me assusta. Vou me casar e isso me assusta. Vou pagar a festa do casamento e isso me assusta. Vou passar um tempo cuidando sozinha do meu filho, sem minha mãe como apoio e isso me assusta. Não sei quando meu amado vem morar comigo e isso me assusta. Estou comprando uma casa e vou dever horrores por um tempão e isso me assusta. Passo semanas sem falar com amigos queridos porque telefonar sai caro e isso me assusta. Fico pensando de quanto em quanto tempo vou ver meus irmãos que eu encontrava todo dia e isso me assusta. Fico pensando em dinheiro, gastos, economia e coisas afins de uma forma que nunca me foi própria e isso me assusta. Como vocês podem entender, eu ando igual uma corda de violino, vibrando com qualquer coisinha. Andar por aí com o coração na mão não é nada fácil. A gente se machuca fácil. Como diz a canção, ele não é de papel, sofre e tudo mais. É estranho pensar no coração. Com estudante de anatomia e fisiologia que fui (embora péssima) sei bem demais que ele não tem nada a ver com o que sinto, com o que me assusta e alegra. Sei que se ele falha quando olho pro meu querido não é por vontade própria mas por obediência a ordens superiores. Sei que não é neste órgão estranho, cheio de entradas e saídas, meio torto e muito sanguinolento que habitam meus temores, meu bem querer, minhas alegrias, meus desejos, mas que a imagem que me acompanha é a de um coração repleto de sentimentos, ah, isso é. É ele que parece chorar junto com meus olhos quando a saudade da voz do meu bem, do abraço do meu filho, da presença de amigas como Adry, das risadas com minha cunhada e meus irmãos se torna maior do que eu mesma. Este texto tá ficando meio lúgubre e não é minha intençõ passar uma falsa impressão. Eu rio por aqui. Fiz amigos que me acalentam, alegram, apóiam, desafiam. Tem a Lilian que, pelo nome e jeito, podia até ser irmã. O trabalho é na medida da minha satisfação. A cidade é acolhedora. A vida é boa, mas mudar dói. Então, bate, bate, bate coração dentro deste velho peito e, algumas vezes, na mão...terça-feira, 20 de outubro de 2009
Eles dizem sobre o Mengo...
Nós dizemos...
"Meu orgulho de ser rubro-negro começa pelo orgulho de ser carioca. Não dá para negar que a paisagem mais bonita e mais emocionante da Cidade Maravilhosa é a entrada no Maracanã no dia de uma decisão do Mengão. O contraste da escuridão do túnel que leva às arquibancadas, ou o silêncio dos elevadores sociais para o Maracanã lotado e brilhando em vermelho e preto é de arrepiar qualquer torcedor. Continua pelo orgulho de ser brasileiro e fazer parte da maior torcida do mundo, do time que foi mais vezes campeão brasileiro, no país do futebol. Não preciso nem falar de Zico e companhia, do fato de todos os astros internacionais que nos visitam fazerem questão de usar o manto sagrado, nem da pichação: 'MENGÃO CAMPEÃO DO MUNDO', que eu vi num muro em Chartres, no interior da França. Quem é Flamengo é Flamengo até morrer, em qualquer lugar do mundo. E faz questão de acompanhar seu time, seja no Rio, em Tóquio, ou em qualquer local que o Rubro-Negro jogue. Torcedor do Flamengo que se preze faz questão de bater no peito e dizer com o maior orgulho: “Os outros que me perdoem, mas sou Flamengo e não abro”. Para saber o que é isso, basta ir ao Maracanã em qualquer jogo do Mengão. A emoção de ver aquela galera maravilhosa cantando e gritando palavras de ordem emociona até quem não gosta do Flamengo. Já vi muita gente chorar ao passar por essa experiência. É por isso que a torcida rubro-negra é chamada de nação. Uma nação com muito orgulho de ser Flamengo. Não tem jeito. As torcidas adversárias têm razão. Os rubro-negros são muito metidos a besta e, convenhamos, com toda razão..." (Bussunda)
"Amo o Flamengo como se fosse um pedaço da terra onde nasci". (José Lins do Rêgo)
Não, o Flamengo não é 'o mais querido do Brasil'.É o mais querido do mundo - sua torcida equivale a populações inteiras. E , por isso, talvez seja também o mais odiado - pelos outros." (Ruy Castro)
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
No peito e na raça...
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Beija-me com os beijos de tua boca...

Obviamente o assunto hoje é beijo. Beijocas. Beijinhos. Beijões. Beijos de todas as nacionalidades (francês, ueba!). Estou assim, meio descarada, meio romântica. Um dia que não dou um beijinho... Enfim, pra não ficar só remoendo coloquei o pé na estrada (desta vez figurativamente) e me deletei com sites, imagens e informações várias. Primeiro a definição, achei uma gracinha: Um beijo (do latim basium) é o toque dos lábios em qualquer coisa, normalmente uma pessoa. (E esta pessoa normalmente é você, meu bem!) Na cultura ocidental é considerado um gesto de afeição (E como eu gosto de você...). Mas o que realmente me fez rir foi a definição do dicionário, depois dos sentidos óbvios, lá vem: ato de tomar pelo gargalo do frasco uma bebida (vou entender metaforicamente e dizer que tenho bebido da vida em teus lábios).

Inspirada pelos filmes eu já desejei beijar na chuva, de cabeça pra baixo, roubar um beijo, beijar dividindo um macarrão, beijar furiosamente, beijar embaixo d´água...Eu, pessoalmente, gosto dos beijos clássicos. Da Bela Adormecida, de Casablanca, De Tarde Demais para Esquecer. Beijos que fazem sonhar, que prometem, que indicam. Beijos que mais insinuam do que entregam, beijos que apontam um mundo novo de possibilidades de tantos outros beijos.A parte descarada tem tudo a ver com zeca pagodinho: Beija-me! Deixa o teu rosto coladinho ao meu... Beija-me!Eu dou a vida pelo beijo teu! Beija-me!Quero sentir o teu perfume, beija-me com todo o teu amor, senão eu morro de ciúme...

