sábado, 14 de novembro de 2009

Eu leio sim...

Eu leio. Lembro de pouquíssimas coisas da minha infância (ai, que histérica!), mas me recordo de desde sempre gostar de ler. Leio quase tudo que me cai nas mãos, leio besteirol, leio clássicos da literatura, leio revistinha em quadrinhos, leio jornal, revistas, leio Sidney Sheldon e leio Kafka. Algumas pessoas supõem alguma erudição ou sapiência em mim. Bobagem, leio porque é divertido. Claro, tem alguns beneficios, meu repertório linguístico é até bem desenvolvido e devo isso tanto a Machado de Assis como às inúmeras Biancas e Sabrinas que li (e leio até hoje se me caírem nas mãos). Uma dos tipos de leitura que eu mais curtia eram os "livrinhos de cowboy". Eu amava. O herói, sempre solitário na sua dedicação ao que é certo. Os duelos, as paixões sempre bem resolvidas no final, a clara percepção do que é ético e justo. Escondia uns três desses atrás da pia do banheiro e quando ia tomar banho ficava lá, lendo escondida. Escondida de quem eu não sei dizer porque meus pais nunca me proibiram de ler nada, nadinha. Li kafka antes de saber que era difícil. Na época, gostei muito. Hoje, já acho complicado, difícil, confuso. Devo ter ficado menos esperta. Leio no cinema, leio enquanto o sinal está vermelho, leio quando espero, leio antes de dormir, leio, leio, leio. Fico triste quando vejo pessoas que dizem que não gostam de ler. E, pior, dizem isso com orgulho, como se fosse um mérito, uma realização, uma particularidade interessante. Eles têm menos possibilidade de ser, como na canção, herói, rei, bedel, juiz, noiva do cowboy, princesa, bicho. Eu tenho fome dos meus autores preferidos. Leio e releio Agatha por anos seguidos e suas palavras sempre me parecem frescas e interessantes. Clarice me enternece, não importa quantas vezes água viva escorra em minhas mãos. Darkover tornou-se uma das minhas referências culturais. E só sosseguei meu facho quando tudo que eu pude ler de Machado de Assis foi lido. Torno-me fiel. Devotada. Espero ansiosa os lançamentos da série Mortal. Li tudo da Tess Gerritsen e anseio por mais. Não deixo Veríssimo por quase nada nesse mundo. Ler me dá paz de espírito. Ensina. Enleva. Anima. Ler me dá referências sobre quem sou e quem posso ser. Dá limites éticos, oferece questões existenciais. Ler é legal. É curtição. Apresenta lugares, pessoas, sonhos, épocas, comportamentos que eu jamais conheceria se não lesse. E jamais me conheceria também. Gosto de filmes, qualquer dia falo disso, mas os livros, ah, os livros nunca me cansam, nunca se repetem, são sempre confortavelmente os mesmos sendo sempre diferentes pois eu sou outra quando os leio, capaz de entender e aprender de forma distinta. Ler me ensinou a amar. Ensinou o meu jeito de amar. Foram os livros que me ensinaram sobre as grandes dores do amor, sobre os sacrifícios, as traições, o ressurgimento. Os livros me contaram sobre a falta de ar, de chão, de jeito, dos apaixonados. Foi lendo e lendo que eu fui sendo quem ama você. E com livros nós temos nos mimoseado estes anos todos. Os livros deixaram de ser só o que dizem, mas sua própria concretude é vivida como abraço, beijo, cuidado. Eu ganho livros de você. Eu os leio. E vou sendo mais eu, sendo mais nós, sendo mais.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Coração na mão

Ando sentindo muitas coisas e sentir tanto assim parece que assusta as palavras. Elas andam meio escondidas e, mesmo neste momento, comparecem à contragosto, apenas pela vontade que lhes imponho. Desta forma, não as espero arrumadas nem animadas. Mas estão aqui e isso deve ser suficiente. Vai completar um ano que moro em outra cidade e ainda sinto como se estivesse de passagem e isso me assusta. Vou me casar e isso me assusta. Vou pagar a festa do casamento e isso me assusta. Vou passar um tempo cuidando sozinha do meu filho, sem minha mãe como apoio e isso me assusta. Não sei quando meu amado vem morar comigo e isso me assusta. Estou comprando uma casa e vou dever horrores por um tempão e isso me assusta. Passo semanas sem falar com amigos queridos porque telefonar sai caro e isso me assusta. Fico pensando de quanto em quanto tempo vou ver meus irmãos que eu encontrava todo dia e isso me assusta. Fico pensando em dinheiro, gastos, economia e coisas afins de uma forma que nunca me foi própria e isso me assusta. Como vocês podem entender, eu ando igual uma corda de violino, vibrando com qualquer coisinha. Andar por aí com o coração na mão não é nada fácil. A gente se machuca fácil. Como diz a canção, ele não é de papel, sofre e tudo mais. É estranho pensar no coração. Com estudante de anatomia e fisiologia que fui (embora péssima) sei bem demais que ele não tem nada a ver com o que sinto, com o que me assusta e alegra. Sei que se ele falha quando olho pro meu querido não é por vontade própria mas por obediência a ordens superiores. Sei que não é neste órgão estranho, cheio de entradas e saídas, meio torto e muito sanguinolento que habitam meus temores, meu bem querer, minhas alegrias, meus desejos, mas que a imagem que me acompanha é a de um coração repleto de sentimentos, ah, isso é. É ele que parece chorar junto com meus olhos quando a saudade da voz do meu bem, do abraço do meu filho, da presença de amigas como Adry, das risadas com minha cunhada e meus irmãos se torna maior do que eu mesma. Este texto tá ficando meio lúgubre e não é minha intençõ passar uma falsa impressão. Eu rio por aqui. Fiz amigos que me acalentam, alegram, apóiam, desafiam. Tem a Lilian que, pelo nome e jeito, podia até ser irmã. O trabalho é na medida da minha satisfação. A cidade é acolhedora. A vida é boa, mas mudar dói. Então, bate, bate, bate coração dentro deste velho peito e, algumas vezes, na mão...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Eles dizem sobre o Mengo...

"...Mas sempre existiu uma coisa que me deixa perambulando entre o mistério e o pânico. Aliás, não é "coisa" coisa nenhuma. É metafísica. É o Sobrenatural de que tratava Nélson Rodrigues. É perturbante. É aquela massa uniforme pulando do outro lado. 23 minutos, 1x3, e eles não paravam de pular; ninguém saía do seu aperto; ninguém ia embora. Eles nunca vão embora. Eles nunca arredam o pé.Eles não se sentam, não param de gritar. Eles não sossegam. Me perseguem, me sufocam, me habitam os pesadelos e me causam pânico. Quando eu olho para o outro lado é isso que eu sinto. Eles acreditam mais do que os outros. Mais do que eu e todos os outros juntos.E disso, meus caros, eu tenho que reconhecer, chega dá medo. Eles jogam com 12. E jogar com 12 deveria ser proibido. Deixar seus ingênuos meninos andando de um lado para o outro, desfilando o seu repertório de categoria e classe, só porque vestem um manto, como eles costumam se referir, foi uma imprudência. E esse foi mais um Fla X Flu para a história.Dentro do táxi, uma frase de uma criança de sete anos ficou estalada no meu tímpano: "Papai, eu tenho nojo deles".- Eu também tenho filho... É só o que posso dizer hoje. Mas se não fossem eles essa mágica não existiria." ( Cláudio Lampert, torcedor tricolor)

"... ao contrário de todos os jornalistas esportivos, você fez aquilo que nós sempre sonhamos em fazer: você fez gols maravilhosos, deu passes inesquecíveis, encheu os estádios, chorou de alegria, tristeza e dor e foi amado pela maior torcida da Terra. O mais amado." (Juca Kfouri)

"Se Euclides da Cunha fosse vivo teria preferido o Flamengo a Canudos para contar a história do povo brasileiro." (Nelson Rodrigues)

"Flamengo não é somente um clube, uma agremiação esportiva. O flamengo é uma religião, uma seita, um credo, com sua bíblia e seus profetas maiores e menores. O Flamengo é um amor, uma devoção, uma eterna comunhão de sentimentos. Por ele muitos deram a vida, alienaram a liberdade, destruíram amizades, arruinaram lares, com homicídios e suicídios. O Flamengo dá febre, dá meningite, da cirrose hepática, dá neurose, dá exaltação de vida e de morte. O Flamengo é uma alucinação. Deveria ser feita uma Lei Federal que obrigasse o Flamengo a jogar em todo Brasil, toda semana e ganhar sempre. Quando o Flamengo vence, há mais amor nos morros, mais doçura nos lares, mais vibração nas ruas, a vida canta, os ânimos se roboram, o homem trabalha mais e melhor, os filhos ganham presentes. Há beijos nas praças e nos jardins, porque a alma está em paz,está feliz. O Flamengo não pode perder, não deve perder. Sua derrota frustra, entristece, humilha e abate. A saúde pública, a higiene nacional exigem que o Flamengo vença, para bem de todos , para felicidade geral, para o bem-estar nacional." (Trecho de uma carta do Sr. Ex°. Dr. Juiz de Direito Eliezer Rosa, apaixonado torcedor do América, dirigida ao Jurisconsulto João Antero de Carvalho)

"Para qualquer um a camisa vale tanto como uma gravata. Não para o Flamengo. Para o rubro-negro a camisa é tudo! Já tem acontecido várias vezes o seguinte: quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas, tremem, então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa aberta no arco. E diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável." (Nelson Rodrigues)

"Adeus, Zico. Nós vascaínos, tricolores, botafoguenses etc., dormiremos mais tranquilos sabendo que uma falta cometida nas proximidades de nossa área não será tão perigosa assim. Que não teremos de enfrentar os seus dribles, seus lançamentos, suas soluções inteligentíssimas para as jogadas mais difíceis, a sua movimentação que o levava, em frações de segundo, da intermediária à porta do gol e aos gritos de "Zico!Zico!Zico!" quando você fazia uma das suas e chutava aquelas bolas que tocavam na rede e batiam em cheio em nossos corações. Em compensação , nós, que tanto amamos nossos clubes quanto o futebol, estaremos com as nossas tardes de domingo mais pobres. E, aí, veja que ironia, teremos saudades de você." (Sérgio Cabral)

"Cada brasileiro, vivo ou morto, já foi Flamengo por um instante, por um dia." (Nelson Rodrigues)

Quando o Flamengo vence, seus adversários se sentem menos derrotados, e quando perde, se sentem mais vitoriosos. (...) Há jogadores de discreto rendimento que vestindo a camisa flamenga se revigoram, se desdobram e se superam. Onde o dever profissional se desfaz dos aspectos mercenários e se torna ideal. (Henrique Pongetti)

Nós dizemos...

"Ser Flamengo é ir em frente onde os outros param, é derrubar barreiras onde os prudentes medram(...)É comungar a humildade com o rei eterno de cada um." (Arthur da Távola)

"Meu orgulho de ser rubro-negro começa pelo orgulho de ser carioca. Não dá para negar que a paisagem mais bonita e mais emocionante da Cidade Maravilhosa é a entrada no Maracanã no dia de uma decisão do Mengão. O contraste da escuridão do túnel que leva às arquibancadas, ou o silêncio dos elevadores sociais para o Maracanã lotado e brilhando em vermelho e preto é de arrepiar qualquer torcedor. Continua pelo orgulho de ser brasileiro e fazer parte da maior torcida do mundo, do time que foi mais vezes campeão brasileiro, no país do futebol. Não preciso nem falar de Zico e companhia, do fato de todos os astros internacionais que nos visitam fazerem questão de usar o manto sagrado, nem da pichação: 'MENGÃO CAMPEÃO DO MUNDO', que eu vi num muro em Chartres, no interior da França. Quem é Flamengo é Flamengo até morrer, em qualquer lugar do mundo. E faz questão de acompanhar seu time, seja no Rio, em Tóquio, ou em qualquer local que o Rubro-Negro jogue. Torcedor do Flamengo que se preze faz questão de bater no peito e dizer com o maior orgulho: “Os outros que me perdoem, mas sou Flamengo e não abro”. Para saber o que é isso, basta ir ao Maracanã em qualquer jogo do Mengão. A emoção de ver aquela galera maravilhosa cantando e gritando palavras de ordem emociona até quem não gosta do Flamengo. Já vi muita gente chorar ao passar por essa experiência. É por isso que a torcida rubro-negra é chamada de nação. Uma nação com muito orgulho de ser Flamengo. Não tem jeito. As torcidas adversárias têm razão. Os rubro-negros são muito metidos a besta e, convenhamos, com toda razão..." (Bussunda)

"Amo o Flamengo como se fosse um pedaço da terra onde nasci". (José Lins do Rêgo)

Não, o Flamengo não é 'o mais querido do Brasil'.É o mais querido do mundo - sua torcida equivale a populações inteiras. E , por isso, talvez seja também o mais odiado - pelos outros." (Ruy Castro)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

No peito e na raça...

Adorei esta imagem que encontrei pelo google. Ao criador, meus efusivos agradecimentos. Estou feliz. Muito, muito feliz. Meu time me faz feliz quando joga assim: leve, alegre, com vontade de vencer, sem medo de perder. Meu coração rubro-negro descompassado ri-se da beleza que é bola no pé com a disposição de Juan, raça como a de Williams e, principalmente, magia no futebol de Pet. Poxa, será mesmo que alguém prefere ganhar de um a zero, espremido no seu campo, golzinho amarrado esperando um erro do adversário? Será mesmo que alguém prefere ser campeão com ajuda da arbitragem, jogando alguma coisa que lembra vagamente futebol? Será mesmo que alguém prefere seu time cheio de volantes (no sentido atual da palavra que equivale a futebol de bunda no chão - tipo Dunga,ao invés de significar sua concepção de origem, alguém que arma e desarma, que joga de cabeça erguida) a um time montado com artistas da bola como Pet, Ibson e outros do gênero? Pois eu prefiro a dce embriaguez de um jogo bem jogado, prefiro gols resultantes da vontade de vencer, gols com drible, com tabelinhas, jogo arquitetado, planejado, com espaço para o improviso da genialidade do craque. Eu prefiro meu time com ardor e fogo nos olhos. Com ímpeto. Prefiro ousadia e risco. Prefiro o Andrade mandando o time ir pra frente. Prefiro o futebol arte. Quando vem com vitória junto, melhor ainda. Não me importa, mesmo, não sei quantos anos de jejum de títulos brasileiros. Eu me alimento é de troca de passes, é de gol olímpico, é de cabeçadas certeiras, é de desarmes precisos sem falta como o que Pet fez com muita vitalidade aos 37 minutos do segundo tempo.. Se outros são campeões com futebol medíocre e muita retranca e ficam satisfeitos com isso? Bom a mediocridade se alimenta de si mesma. Eu sou mais meu Mengo. Do jeitinho que ele é: bola de pé em pé, com alegria, raça, amor, tesão...Eu sou mais meu Mengo como na música do Djavan: "ainda bem que eu sou Flamengo, mesmo quando ele não vai bem". E quando ele vai bem então: que beleza! Que festa no Brasil! O riso mais solto, o passo mais leve, as pessoas mais gentis. Como alardeava Nelson Rodrigues: "A alegria rubro-negra não se parece com nenhuma outra. Não sei se é mais funda ou mais dilacerada, ou mais santa, só sei que é diferente."
A alegria rubro-negra, pra mim, só equivale a alegria do grande amor. O grande amor pela família. Pelos nossos filhos, por quem morreríamos sorridentes. Por nossos amigos mais caros, pra quem ligamos na madrugada quando morre um sonho qualquer e o grande amor por aquele homem que me tira o fôlego, me tira do eixo, tira meus pés do chão.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ainda beijando você em pensamento...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Beija-me com os beijos de tua boca...

...porque melhor é o teu amor do que vinho. Dá-lhe, Salomão! E ainda tem quem diga que a Bíblia não é educativa. Bobinhos!

Obviamente o assunto hoje é beijo. Beijocas. Beijinhos. Beijões. Beijos de todas as nacionalidades (francês, ueba!). Estou assim, meio descarada, meio romântica. Um dia que não dou um beijinho... Enfim, pra não ficar só remoendo coloquei o pé na estrada (desta vez figurativamente) e me deletei com sites, imagens e informações várias. Primeiro a definição, achei uma gracinha: Um beijo (do latim basium) é o toque dos lábios em qualquer coisa, normalmente uma pessoa. (E esta pessoa normalmente é você, meu bem!) Na cultura ocidental é considerado um gesto de afeição (E como eu gosto de você...). Mas o que realmente me fez rir foi a definição do dicionário, depois dos sentidos óbvios, lá vem: ato de tomar pelo gargalo do frasco uma bebida (vou entender metaforicamente e dizer que tenho bebido da vida em teus lábios).

O beijo expressa os mais variados sentimentos: carinho, amizade, desejo, paixão, raiva e por aí vai. Beija-se para matar a saudade e para punir quem nos deixa com saudade. O beijo junta tato, olfato e paladar e a eles muitas vezes acrescentamos ternura, criatividade, intimidade... O kama Sutra apresenta 30 variedades de beijos! Tem muita coisa legal sobre o beijo, por exemplo, em um beijo bem beijado se perde 12 calorias, isso é muito melhor que musculação. Outra coisa jóia: os batimentos cardíacos se aceleram durante um beijo, indo de 60 a 150 e fazendo uma espécie de exercício pro coração.

E os nomes totalmente gracinha: beijo esquimó, borboleta, selinho, conde drácula, titanic...Mas beijo bom mesmo não precisa ter nome porque não precisa ser chamado, né? É aquele beijo tempestuoso depois de uma discussão, ou o suave beijo antes de uma viagem, ou o demorado beijo depois do amor, ou o beijo espontâneo e rápido antes que alguém veja...

No wikipédia se encontra informação sobre a história do beijo e suas implicações na Escócia, Grécia, Mesopotâmia...Gostei da organização dos romanos, eles tinham 03 tipos de beijos, o basium, entre conhecidos; o osculum, entre amigos; e o suavium, ou beijo dos amantes.

O beijo é uma arma poderosa: com ele um sapo vira príncipe, uma fera vira gente, Judas traiu Jesus...o beijo tira nossos pés do chão, rouba a noção de tempo, amolece pernas e coração. Olha só que coisa interessante: Estima-se que os homens que beijam suas esposas ao se despedir, antes de sair de casa, vivem cinco anos mais e ganham salários maiores do que aqueles que apenas batem a porta. Os homens da última categoria também tendem a sofrer mais acidentes de trânsito. Por isso eu e o Ministério da Saúde advertimos: você me beijar faz bem ao seu coração (e a todo o resto). Além disso, os corpos das pessoas, durante um bom beijo, produzem substâncias 200 vezes mais poderosas do que a morfina em termos de efeito narcótico.

Ai, ai, ai: tua boca e teu beijo são assim, feito uma ausência infinita dentro de mim. Esta frase não é minha, mas a fome é todinha. Vontade de te beijar, beijar, beijar... Hoje não é 13 de abril mas se eu te encontrasse instituiria imediatamente como o dia dos nossos beijos. Pesquisas por aí indicam que a pessoa troca cerca de 24.000 beijos durante a vida, entre maternais, fraternais, apaixonados, etc. Eu daria todos estes mils em você hoje, agora mesmo. Meu consolo (se é possível algum) é que quando beijamos, os resíduos da saliva permanecem em nossa boca por três dias, assim ainda tenho você em mim.

O beijo faz um sucesso danado no cinema. É a forma material dos sentimentos. Faz sucesso na platéia e, principalmente, faz sucesso na telona. Inspirada pelos filmes eu já desejei beijar na chuva, de cabeça pra baixo, roubar um beijo, beijar dividindo um macarrão, beijar furiosamente, beijar embaixo d´água...Eu, pessoalmente, gosto dos beijos clássicos. Da Bela Adormecida, de Casablanca, De Tarde Demais para Esquecer. Beijos que fazem sonhar, que prometem, que indicam. Beijos que mais insinuam do que entregam, beijos que apontam um mundo novo de possibilidades de tantos outros beijos.

A parte descarada tem tudo a ver com zeca pagodinho: Beija-me! Deixa o teu rosto coladinho ao meu... Beija-me!Eu dou a vida pelo beijo teu! Beija-me!Quero sentir o teu perfume, beija-me com todo o teu amor, senão eu morro de ciúme...